Review do iPad Mini

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Quando o Steve Jobs falou que o tamanho do display do iPad tinha sido cuidadosamente pensado para ser confortável para usar o teclado com teclas simulando o tamanho de dispositivos físicos eu imaginei que um iPad Mini jamais existiria. Mas, neste meio tempo até rumores que o próprio Jobs era a favor de um iPad menor, e principalmente a concorrência, fizeram o produto se tornar realidade.
Este foi um device que era preciso tocar e usar para entender e a primeira impressão foi a que ficou: a leveza do produto é impressionante. Nesta característica, todo o produto está envolvido, explico mais a seguir.

Display vs Bateria vs Peso:

A minha primeira sensação do conteúdo na tela foi parecida com aquelas revistas femininas que tem uma versão pocket, o conteúdo é o mesmo só que menor. Isso é bom por um lado e ruim por outro. A parte boa é que tendo a mesma resolução do iPad 1 e 2 ele possui automaticamente compatibilidade com todas as Apps disponíveis para a plataforma. Com isso, já deixa os tablets Android comendo poeira, pois os Apps para tablets ainda são raras na plataforma do Google. Mas o problema é que alguns pontos da interface ficam pequenos. Não tive problema com os botões e áreas clicáveis, mas sim com os textos. Fui nas preferências e aumentei alguns pontos o texto do sistema, o que ajudou basicamente no email. Todas as Apps que permitem aumentar o texto contornam bem o problema, mas algumas revistas, como a Wired, não permitem. Isso deixa um pouco desconfortável em alguns momentos. Mas nada que impeça a leitura. Me parece que alguma adaptação a Apple poderia ter feito. Até onde investiguei também não da para alterar algo em relação ao iPad maior no SDK de desenvolvimento de Apps. A Apple quer que ele seja tratado como um iPad igual ao outros.
O display é muito bom, embora não retina, ele tem a compensação das cores mais “quentes” quando comparado com o iPad 3. A primeira impressão que eu tive quando abri o App Notes no iPad retina era que o amarelo estava muito claro, no Mini ele volta a ficar mais equilibrado.
Uma das minhas grandes duvidas antes de colocar as mãos no Mini era sobre a tela: será que o retina display faz tanta falta? A reposta é, em termos: se você já está acostumado com uma tela retina ela talvez faça falta, mas se estiver vindo de um iPad 1 ou 2 a resolução é ligeiramente melhor. Com mais de um mês de uso confesso que esquecia em alguns momentos que a tela não era retina.
A grande questão aqui é que para ter o display com mais resolução a bateria teria que ser maior, o que vai atrapalhar o peso, que me parece o principal ponto do Mini.
Falando em bateria, temos exatamente a mesma experiência dos iPads maiores. É quase impossível acabar com ela em um dia intenso. Eu leio jornal de manhã, dou aula, faço reuniões e de noite ainda sobra gás para navegar bastante.
Outro detalhe importante, ele não esquenta nunca! Mesmo em intensa atividade. Este é um item que atrapalha um pouco no iPad Retina quando está com todo o brilho na tela.

Teclado:

Uma outra expectativa era em relação ao teclado. Como comentei, a tela de 9 polegadas foi desenhada para que o uso do teclado fosse muito confortável. Realmente, com o Mini deitado o teclado não é tão adaptado aos dedos de uma mão média ou grande. Nada que seja impeditivo para textos curtos, mas desconfortável para longos. Em compensação o teclado da tela em pé se torna muito mais agradável para digitar do que o irmão mais velho. Para mim, levantando levemente o teclado alguns pixels em relação a borda inferior foi a posição mais confortável. Aqui, de novo, o peso do aparelho ajuda a segurar por mais tempo.

Comportamento das Apps:

Todas as Apps se portaram exatamente como no iPad maior. O processador não trancou nada mesmo em operações pesadas como a edição de um filme no iMovie. Somente algumas ficaram com partes da interface muito pequenas, como já comentei. Não adianta, aqui teremos um pouco de fragmentação. Esta palavra causa arrepios nos desenvolvedores Android, mas neste caso não é nada tão grave. Os especialistas em interfacse terão que testar bem o App nas duas telas (são só duas por enquanto).

Extras:

Algumas melhorias, mesmo em relação ao iPad 3, sao bem úteis como a câmera da frente em HD (720p) e o WiFi mais eficiente suportando todas as bandas atuais. Pude comprovar claramente a melhora destes dois itens. Além disso, o acabamento é muito similar ao iPhone 5. A minha versão é a branca e possui a borda com o mesmo cromado elegante do smartphone. Este detalhe e o fato de esta ser a cor nativa do alumínio me faz preferir o branco em relação ao preto para estes dois aparelhos. Mas a disputa é difícil.

Uso e conclusões:

Mesmo sendo cético em relação ao formato como substituto de um laptop tenho que admitir que neste último mês só usei o Mini e fiquei totalmente encantado. Estou me organizando para quando estiver com o MacBook na mochila eu levo o Mini e quando for para ser o único device vou de iPad grande. Mesmo em bolsas muito pequenas ele cabe na boa e sem ser notado. Isso vai encantar muita gente, com certeza.
Quando pudermos ter um iPad retina com o peso deste Mini termos um tablet matador. Mas, até lá, a opção é pela portabilidade e pelo tipo de conteúdo que vai se consumir ou produzir.

Aqui um vídeo totalmente filmado, editado e compartilhado no Mini!

29

12 2012

Review do iPhone 5

Fiz resenhas neste blog de todos os iPhones até aqui, procurem no arquivo e confiram como fui reportando as evoluções de cada geração. Este aparelho é mais uma geração dentro dos padrões evolutivos da Apple. A opinião geral era de que não existiam elementos suficientes para caracterizar como “inovação”! Mas vamos olhar agora de perto com hands on no aparelho e conferir o estado da evolução.

Hardware:


Ao pegar o iPhone 5 a primeira impressão é a que fica: ele é muito mais leve! Trocar o SIM para nano, mudar o conector e tirar uma camada de Touch do display foram os principais responsáveis por este feito.
A segunda surpresa é ao ligar o aparelho e começar a se acostumar com a tela widescreen e todo o espaço para mais conteúdo. Eu tinha medo que o aumento da tela prejudicasse a operação com uma só mão, no meu caso, ficou no limite. Eu tenho mãos médias e consigo ainda usar o polegar para toda a extensão da tela, algo que eu não conseguia com o meu Galaxy Nexus. Acho que isso aponta para o limite das telas dos smartphones, não acho que o caminho seja aumentar a tela sem uma razão clara. A Apple conseguiu uma boa fórmula, mas espero que fique por aí. Textos com letras pequenas quando em modo horizontal agora ficam confortáveis para ler e vídeos nativamente em 16×9 agora ficam muito melhores de serem visualizados. Jogos e Web também vão se beneficiar muito dos extra pixels. Me surpreendeu muito como a maioria dos grandes desenvolvedores já disponibilizou Apps adaptadas ao novo display, não espere isso no mundo Android…
O terceiro grande ponto do hardware é o processador A6, o primeiro 100% desenhado pela Apple e com vários avanços de arquitetura. Ele é dual core para processamento e tri core para gráficos, conforme algumas analises que foram feitas por sites especializados. Mas para o usuário final, o fato é que tudo está absurdamente rápido, desde sites até a abertura de Apps.
Este chip parece que tem um ganho enorme no desempenho da bateria, que mesmo sendo praticamente do mesmo tamanho do 4S consegue suportar o display maior e 4G (em alguns lugares mas não aqui) sem alteração do tempo de uso. Pude comprovar isso, minha rotina de uso do iPhone não mudou em nada.
Outro ponto menor, mas com bom impacto, é que agora existem 3 microfones para melhorar o cancelamento de ruídos durante uma ligação. Para vídeo, agora tem um microfone do lado da câmera que permite fazer uma entrevista com ótima qualidade de áudio. O alto falante também está bem mais claro e amplificado ajudando o FaceTime, Siri e chamadas em viva-voz.

Câmera:

Antes de falar da câmera principal é importante notar que a frontal agora é HD, filmando em 720p e possibilitando fotos bem aceitáveis. Fiz um FaceTime com outro iPhone 5 e realmente muda muito a percepção da conversa. Como a resolução é perto da máxima possível no display o resultado final é bem bacana. Eu estava com WiFi e vale lembrar que agora o FaceTime via 3G está liberado no iOS 6.
O módulo de captação de 8mp do 4S parece estar igual no 5. As mudanças são nas lentes alinhadas de forma diferente e a lente da ponta, que é de cristal safira para evitar arranhões. O processador A6 ajuda a melhorar as fotos com pouca luz e cores contínuas, como céu e mar. Além disso, o estabilizador em vídeos está melhor que o 4S. Tentei reproduzir uma comparação entre o 4S e o 5 em ambientes com pouca luz, sol e indoor.

 

As diferenças são poucas, mas em quase todas as fotos fica claro o melhor foco e sharpness das fotos no iPhone 5. O Consumer Report disse que o iPhone 5 só perde para o Nokia 808, com sua câmera de 41mp (que vou resenhar em breve). Cada vez mais podemos deixar as câmeras baratas em casa e utilizar o celular, o que está causando um vácuo no mercado. Por isso, a Samsung e Nikon apresentaram câmeras com Android, para tentar alavancar as vendas neste segmento médio.
Outro detalhe importante da câmera é que agora é possível tirar fotos enquanto se grava vídeos. Esta característica funciona perfeitamente e talvez seja a única função exclusiva do iPhone 5.

Demais detalhes:

Vale ressaltar os novos fones de ouvido. Apesar de não substituir fones na faixa dos U$ 100, ou mesmo os da própria Apple de U$ 79, eles possuem uma melhoria em relação aos originais. Para mim, eles sempre foram perfeitos para usar na rua, pois não bloqueiam o som ambiente. Os novos fones encaixam melhor no ouvido sem isolar o som e melhorando consideravelmente todos os tons.
Quanto ao software, nada muda em relação ao 4S além do fato dos pixels extras alterarem algumas Apps. A App da CNN foi para mim o melhor exemplo de aproveitamento do espaço para algo mais do que o aumento de algumas linhas de texto.

Sobre a polêmica dos mapas, me parece um pouco exagerada por um lado e justa por outro. Realmente, a Apple poderia ter esperado um pouco mais para aperfeiçoar os detalhes. Eles estão fazendo isso agora enquanto as pessoas usam. Foi um erro, sem dúvida. Mas por outro lado a própria Apple não está falando muito das vantagens do novo mapa em relação ao antigo. Ele agora é em vetor, com linhas e não imagens, o que consome menos dados e pode ser usado em modo offline em viagens. As legendas podem mudar de tamanho e estão sempre viradas na posição certa e girando com os dois dedos é possível mudar a posição das ruas para alinhar com o cenário real. Estas funções já estavam disponível no Google Maps para o Android e por isso a Apple precisava em algum momento quebrar este contrato. Para os desenvolvedores será melhor também, pois a Apple controla as APIs agora.
Outro ponto é o novo conector Lightning, que é mais leve e pode ser ligado de qualquer lado, o que é muito prático mesmo. O problema é que não há ainda adaptadores para os antigos acessórios, acho que a Apple poderia ter colocado um na caixa. O pior é que nem o adaptador ou o cabo USB estão a venda neste momento deixando os usuários na dependência do cabo da caixa. Esta transição poderia ser mais sutil!
O sistema de WiFi agora conta com a frequencia de 5ghz e parece ter o sinal melhorado.

Quanto a cor, eu sempre fui fã do branco, que agora tem uma lâmina de alumínio na cor original do componente na parte traseira. A versão preta agora é realmente toda preta. Achei linda e elegante e fiquei na dúvida na hora de comprar, mas alguns reports na Web mostram que ele é mais propício a arranhões. Faz sentido, pois o alumínio preto é pintado, e esta é a fonte de problemas. Fico com o branco então que tem também uma borda metálica linda.

Conclusão:

A chamada no site da Apple é “The biggest thing to happen to iPhone since iPhone”. Esta frase mostra exatamente o que a Apple pensa: o iPhone é uma “entidade”! Ele mudou a cara deste mercado e é utilizado por milhares de pessoas no mundo inteiro. No vídeo de apresentação o Jony Ive (VP de design) comenta que ele é o objeto que as pessoas carregam todo o tempo. Por isso, as transformações tem que ser graduais. Não se pode alterar drasticamente o modo como as pessoas se relacionam com o aparelho. Mas as mudanças formam em parte invisíveis, como o processador, que faz tudo ficar mais rápido sem que o usuário fique pensando sobre isso. Por dentro, talvez seja a maior revolução entre uma geração e outra, junto da do 3Gs para o 4.
Penso que o trio peso, tela maior e processador melhorou em muito o uso do aparelho e quanto mais eu uso mais difícil fica voltar para o 4S. De novo, toda a filosofia é que o iPhone fique cada vez mais iPhone, é inovar pela evolução. Eu recomendo muito para quem tem um iPhone 4 ou anterior e nem tanto para quem tem um 4S. Mas neste caso, não pegue muito no iPhone 5 dos amigos, pois o peso e a tela possuem um efeito mágico de atração :-)

 

07

10 2012

Review do New iPad

O novo iPad, que seria o iPad 3, é uma evolução clara em relação ao 2. Vou focar aqui nas mudanças e não em revisar os conceitos básicos do tablet. Apesar de ele ser aparentemente parecido com o 2, me parece que a mudança agora foi mais profunda do que a do ano passado. Digo isso porque a mudança principal é no display, e justamente é esta a peça principal de um tablet.
De maneira geral ele é um pouco mais pesado, um pouco mais grosso, mas a única diferença realmente perceptível no exterior é a lente da câmera maior. Sem estar com os dois modelos na mão é impossível detectar a mudança de peso e tamanho.

Display:

O tablet é só display! Ele não possui mouse, teclado e proporcionalmente ocupa quase todo o tamanho do aparelho. Logo, um novo monitor muda tudo neste aparelho. A diferença é claramente perceptível mesmo para olhos menos treinados. A resolução de 2048 x 1536 deixa a antiga 1024 x 768 parecendo um monitor de segunda categoria, mesmo este sendo ainda muito preciso. Mas o novo paradigma de resolução altera inclusive a nossa experiência com Desktop. Mesmo um iMac de 27 polegadas parece inferior em relação ao novo iPad. A Apple deve colocar estas resoluções no Mac em breve, mas até lá vou usar ainda mais o iPad. Tudo fica realmente mais nítido e bem desenhado nesta tela! Fontes pequenas de sites ou revistas que antes necessitavam de zoom para serem lidas agora podem ser visualizadas mesmo com o tamanho diminuto. Vídeos em Full HD ou fotos ficam cristalinas e os desenvolvedores estão correndo para atualizar suas Apps. Alias, nesta nova resolução os sites também precisam ser adequados. É como se começássemos uma nova fase, a Web HD. Por enquanto, só conheço a adaptação da Apple.com.
Outra questão que chama a atenção é que a relação de cores mudou. Existe uma tendência mais para o amarelo. Quando se abre a App de notas fica clara a diferença. Agora estas páginas ficam em um tom de amarelo bem mais claro. Isso muda em outras Apps também, o que vai obrigar a repensar não só a resolução dos gráficos mas também o tratamento de cores.

 

4G:

Para poder receber imagens e vídeos maiores a conexão precisa ser melhor. Por isso entra em cena a tecnologia 4G LTE, que por enquanto só funciona na freqüências da Verizon e AT&T norte-americanas. Mas, diferente da versão anterior, os brasileiros podem comprar qualquer um dos modelos para usar no país com 3G e 3G+. Optei pela Verizon pois possui a possibilidade de compartilhar a conexão via WiFi com outros aparelhos. Eu colocava o iPad na mochila e usava o iPhone para navegar em até 25Mbits, cortesia da rede 4G. Esta função de compartilhamento não está habilitada ainda no Brasil quando coloquei um chip TIM ou Vivo. Talvez no lançamento oficial no dia 11 isso seja habilitado.

Bateria:

Aqui está o maior esforço de engenharia da Apple! Para suportar 4G e para gerar 3.1 milhões de pixels a bateria teve que aumentar de 25 watt-hora para 42.5 watt-hora. Isso, sem mudar muito o tamanho do aparelho, foi uma certa mágica. Na prática, ela demora um pouco mais para carregar e usando com 4G e todo o brilho da tela a autonomia é menor. Depois de uma semana de uso ele não me deixou na mão mesmo em dias mais intensos de uso, mas sempre é legal deixar carregando durante a noite.

Câmera:

 

No primeiro iPad a Apple fazia entender que não era preciso ter câmera em um tablet. Depois veio a segunda versão e o uso ficou claro com FaceTime e Skype. Mas a câmera traseira ainda estava meio abandonada pela baixa qualidade. Agora a figura muda com esta câmera que tem o mesmo sensor do iPhone 4 e as mesmas lentes do 4S. Eu particularmente uso muito a câmera em eventos e palestras tanto para as redes sociais como para armazenamento. Antes eu tinha que pegar a câmera do iPhone e passar a foto para o iPad e agora posso usar um só aparelho.
O vídeo em 1080p tem uma qualidade igual ao do 4S, o que é bem bacana principalmente para editar no iMovie. De novo, pela qualidade da câmera traseira novos usos vão começar a aparecer. É uma pena que a câmera frontal não tenha mudado.

Performance:

O processador A5X é exatamente igual ao usado no iPad 2 com uma melhoria na parte gráfica. Enquanto a parte central continua com dois núcleos de 1ghz a parte gráfica agora tem quatro núcleos. Além disso, outra mudança é a memória RAM que passa de 512 para 1gb. Estas duas mudanças são responsáveis diretamente pelo aumento do consumo da bateria e a consequente decisão da Apple de aumentar o seu tamanho.
Na prática, ele navega em páginas web quase na mesma velocidade do que a versão anterior, mas por ter mais memória a experiência de navegação fica mais fluida além de armazenar tabs sem a necessidade de ter que baixar de novo as páginas.
No começo teve uma polêmica sobre um aquecimento do aparelho depois de algum tempo de uso. Realmente, ele esquenta um pouco especificamente do lado direito quando seguramos ele em pé. Mas notei que isso aconteceu mais usando o 4G e mesmo assim não foi nada que impedisse o uso, como acontece as vezes nos laptops.

Conclusão:

Toda a força deste novo iPad tem um preço no pequeno aumento do peso e espessura além da autonomia da bateria e um leve aquecimento. Mas, a Apple soube deixar no limite estas questões que são compensadas de sobra pela linda tela e a velocidade 4G. Ok por enquanto só lá nos EUA, mas em breve por aqui também.
Acho que o iPad não só fica cada vez mais bacana de ler revistas e jornais além de consumir vídeos e músicas, mas se torna cada vez mais um substituto do laptop. Quem puder fazer o upgrade faça porque vale a pena, quem não puder eu recomendo que não olhe para esta nova tela, pois é um caminho sem volta.

03

05 2012

Review Galaxy Nexus



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Este review é uma continuação da avaliação do ano passado do Galaxy S, sim os nomes não possuem lógica de sequência, mas este é o segundo aparelho Nexus feito pela parceria Google/Samsung. Aqui no Brasil a Samsung finalmente trouxe com o nome de Galaxy X, mais um nome… O primeiro Nexus, o One, foi fabricado pela HTC. Este tipo de aparelho sempre inaugura um novo sistema e significa a experiência indicada pelo Google como ideal para o Android, ou seja, sem as diferentes skins e Apps que os diversos fabricantes colocam. Outra vantagem desta série de aparelhos é que os upgrade do sistema sempre saem antes. O Galaxy Nexus inaugurou o Android 4.0 Ice Cream Sandwiche (ICS) e logo depois do começo das vendas o sistema já estava disponível também para o Nexus S.
Antes do hardware vamos atualizar então o que muda no ICS. Este upgrade é uma sequência do sistema 3.0 feito especialmente para tablets. Agora o pessoal do Google está tentando unificar a experiência das duas plataformas. Como nos tablets, o sistema agora tem botões virtuais para os smartphones também, mas isso deve ficar opcional para cada fabricante.
Talvez “a” mudança radical do ICS seja na interface, o Google contratou o Mathias Duarte, que entre outros trabalhos foi o responsável pelo elogiadíssimo projeto original do WebOS da Palm. Ele liderou uma equipe que pretende “limpar” e simplificar a interface que desde a versão 1.0 não possuia uma mudança radical. A primeira medida foi acabar com o botão de funções extras que ficava encoberta pela App, a ideia agora é tentar mostrar tudo para o usuário visualmente. Outra mudança foi o desenho da fonte Roboto, que muitos dizem ser inspirada na Helvética. Ela é a fonte oficial do sistema e deu uma consistência maior. Esta bem mais agradável usar o Android agora, só espero que as customizações dos fabricantes não atrapalhem. O Mathias Duarte acabou de lançar um manual da interface para desenvolvedores, ao estilo Apple Human Interface Guideline, o que é uma esperança.
No mais, ainda não gosto do teclado. Estou escrevendo este review nele e não há acentuação automática eficiente ou correção inteligente como no iOS. É preciso customizar manualmente até ficar aceitável. Pelo menos a precisão das teclas está bem melhor. Acho também que a tecla volta continua inconsistente, como na versão 1.0. Em alguns momentos somos conduzidos para a App anterior e em algumas Apps para outra tela. O emal é um exemplo disto.
Vamos ao hardware então, pois trata-se do ponto alto do conjunto. Começando pela tela de 4.65 polegadas feita de Super AMOLED. Não é Super AMOLED Plus como o Galaxy Note e II, isso indica que ele tem um pixel a mais de verde por pixel. Esta combinação se chama pentile e facilita a montagem da tela AMOLED de alta resolução, no caso 1280 x 720, mas peca por não reproduzir as cores 100% corretas. Na prática é preciso um bom olho para notar, e a resolução grande ajuda a minimizar este problema, mas todos reclamaram que em um celular top isso não deveria estar presente. Outra questão é que este display grande deixa quase impossível a operação com uma só mão, pelo menos em mãos pequenas e médias.
Outra questão é a câmera, que embora tenha uma baixa resolução para um smartphone top em 2012, somente 5mp, a velocidade para abrir a App e o intervalo entre as fotos são absurdamente rápidos. Além disso o ICS traz efeitos interessantes e modo panorama nativos. A câmera da frente tem resolução de 720px para vídeo e permite fazer reconhecimento facial para unlock do aparelho. Esta função é bacana, mas se colocarmos uma foto da pessoa na frente o aparelho reconhece, ou seja, promissor mas ainda não 100% seguro.
A bateria está na média dos outros smartphones, dura um dia com uso médio. Como o aparelho é super fino e leve eu acho que a bateria poderia ser maior, como acontece com uma variação para os EUA com 4G.
Resumindo, tanto o ICS como o Galaxy Nexus são evoluções grandes para o ambiente Android, mas ainda não estão na altura do iOS em resposta da interface e qualidade das Apps. As exceções são as Apps do próprio Google, como Maps e Gmail, que são mais avançadas no Android do que no iOS. Quem é fã do Android este é o aparelho para comprar!

01

05 2012

Review iPhone 4s

Depois da frustração geral por não termos um iPhone 5 neste ano veio a análise mais racional da curta história de vida do smartphone da Apple. Tudo estava pronto para a mesma evolução do 3G para 3Gs, depois de uma grande mudança vem um aprimoramento. É exatamente isso que o iPhone 4s significa, pois ele melhora em alguns aspectos mais óbvios e outros nem tanto a experiência de uso do aparelho. Aqui vai um relato das minhas minhas primeiras duas semanas de uso.

Pequenas mudanças

Por fora, a única maneira de saber que não é um 4s é através das ranhuras das bordas, que são as antenas também. Alias, esta é uma das mudanças, ele agora não possui mais o problema de degradação do sinal quando se segura em determinadas posições. Ele tem duas antenas e alterna inteligentemente de acordo com a intensidade de sinal. Mais adiante falo de alguns problemas aqui….

Tive a percepção, e confirmei em outros reviews, que o botão home mudou o mecanismo. Vários usuários tiveram problemas no mecanismo no iPhone 4. Um outro pequeno detalhe é o volume maior do alto-falante, talvez para a Siri funcionar melhor!

Siri

Por falar nela, apesar de só termos em inglês, e outras poucas línguas, já é possível interagir muito bem. O grande lance aqui foi unir o reconhecimento de voz com inteligência artificial tornando mais perto da conversação entre duas pessoas. A Siri lembra de algumas coisas e não é preciso repetir, como nas conversas entre pessoas. Quando faço uma pesquisa sobre Nova Iorque não preciso repetir o nome da cidade para perguntar sobre: tempo, pizzarias ou hoteis.

Siri era o nome da empresa que a Apple comprou e resolveu continuar adotando o nome original. Na realidade, esta tecnologia nasceu no DARPA, via SRI International’s Artificial Intelligence Center. Trata-se de uma pesquisa de mais de 40 anos em inteligência artificial que pode mudar a maneira de nos relacionarmos com smartphones e outros dispositivos de computação.

Fora dos padrões da Apple, este software foi lançado em Beta. Realmente ele falha em alguns momentos, foram raras, mas em algumas tentativas o sistema estava fora do ar. Ele manda informações para serem processadas nos servidores da Apple e volta já pronta para ser usada. Talvez por isso não existe mais o botão para se desativar a rede 3G.

Gostei muito de usar a Siri com fone Bluetooth e mandar emails e SMS sem tocar no teclado. O único detalhe é que a mensagem tem que ser em inglês, por enquanto.

Processador A5

Assim como em vários aparelhos Android o iPhone agora tem um processador com núcleo duplo, exatamente igual ao do iPad 2. Na prática, ele está ainda mais gostoso de se usar, com repostas rápidas e páginas Web muito mais fluídas. As Apps que eram pesadas mesmo no 4, como o Facebook novo, agora estão bem mais ágeis de serem consultadas rapidamente. Toda a experiência de usar o aparelho muda invisivelmente, mesmo os usuários leigos irão perceber.

A parte gráfica também aumentou com o processador e com isso os espelhamentos totais de tela, como no iPad 2, estão presentes aqui no 4s. Isso vale para as saídas VGA, HDMI e via AirPlay na Apple TV 2. Em todas as situações a qualidade é muito bacana!

Câmera

Aqui há um upgrade significativo tanto para fotos como para vídeos. Há algum tempo os fabricantes de smartphones perceberam que muitas fotos são tiradas em atividades noturnas e justamente este é o pior cenário para as câmeras com sensores pequenos. A Sony e Nokia foram as primeiras e agora a Apple aumenta o sensor e a distancia focal para melhorar neste aspecto. Alias, o fornecedor de câmera de 8mp é justamente a Sony, a Apple alterou o software e as lentes. O resultado é impressionante em varias situações, tentei mostrar a href=http://www.flickr.com/photos/23571213@N06/sets/72157628381243961/nesta galeria a gama de possibilidades/a. Em vários reviews na Web é possível ver comparações detalhadas. Fotos em macro me parecem ter tido um tremendo ganho em relação ao iPhone 4.

O vídeo agora é Full HD em 1080p com uma qualidade impressionante. Não tenho duvida que repórteres Web podem usar esta câmera profissionalmente com um mic externo como o iRig. O único detalhe é que ele não exporta 1080 para o YouTube. No iMovie, é possível exportar para galeria em FullHD mas não para o YouTube, o iPhone sempre baixa para 720p.

O processador A5 ajudou não só a rapidez para abrir a câmera como para tirar fotos em pequenos intervalos. É tarefa dele também a possibilidade de estabilizar imagens dinamicamente na gravação dos vídeos. Esta função funciona muito bem mesmo.

Testes de Video:

Aqui com edição via iMovie

Mas nem tudo está perfeito…

Todo o produto novo, mesmo nos padrões de qualidade da Apple, apresentam alguns problemas que não foram detectados nos testes antes do lançamento. Há um número grande de usuários reclamando do consumo demasiado da bateria. Em momento nenhum consegui detectar este problema. Usei em diversas circunstâncias, deixei a bateria zerar e depois carreguei toda a noite além de também fazer várias cargas curtas. Em nenhum dos casos a bateria me pareceu ter menos autonomia do que o iPhone 4. Eu uso todos os sistemas de Push ligados, além de Bluetooth sempre conectado ao telefone, e normalmente consigo chegar no final do dia. O 4s tem uma bateria um pouco maior do que a do 4, mas consome mais em pequenas questões como o fato de o sensor de proximidade estar sempre ligado quando o LCD está acesso. Isso é para poder acionar a Siri só encostando o aparelho no ouvido.

Mas, um bug sério que aconteceu com algumas pessoas na Web eu pude comprovar. Sou cliente da TIM desde o começo da operadora no Brasil e já usei todas as gerações de iPhone nesta rede, mas por algum motivo o 4s se mostrou absurdamente instável. Para fazer ligações a rede caía e depois voltava e liberava a ligação. Além disso, em uma média de 3x por dia vinha uma mensagem de “SIM inválido” e era preciso restartar o aparelho. Comecei a investigar nos fóruns e um dos motivos parecia ser o tipo de chip SIM. Troquei o meu por um mais novo e nada. Fiz dois restores sem sucesso também. Ai resolvi trocar de operadora, comprei um chip da Vivo e em 5 dias de uso está tudo perfeito. Nada de erro ou instabilidade. A minha impressão é que existe algum tipo de configuração ou autenticação de rede que é preciso ser modificado. Nos fóruns há problemas com diversas operadoras ao redor do mundo, até mesmo na ATT. Menos mal que resolvi, mas parece que a Apple mudou várias questões que ainda não foi sincronizado com as operadoras. Pode ser o sistema novo de troca de antenas dinamicamente, mas não é possível afirmar nada. Vamos ver agora no dia 16 com o lançamento oficial no Brasil. Vou atualizar este post.

Conclusão

A grande pergunta que todo mundo faz é se vale a pena trocar. Bem, para quem tem um 3G ou 3Gs com certeza. Para quem tem um 4 depende muito se a velocidade do processador, Siri e câmera são determinantes no uso de cada um. Para os hard users eu não tenho dúvida que vale a pena. Ele é um aperfeiçoamento do iPhone e o desenvolvimento do sistema Siri pode mudar muito a nossa forma de nos relacionarmos com os aparelhos. Só dou a dica para clientes da TIM, ou para quem não quer arriscar muito, que espere mais algumas atualizações de software da Apple e regulagens de rede das operadoras.

Update  17/12/11

No dia 15 saiu uma pequena atualização de build do 5.01 que agora funciona perfeitamente com a TIM.

 

14

12 2011

iPad 2 Review

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Estou usando um iPad 2 preto 32gb WiFi há 1 mês e agora acabo de trocar por um branco 64gb com 3G. Assim, pude ter uma idéia clara de algumas
variações. Este review não vai repetir as questões básicas do iPad, pois estas já foram comentadas em vários posts sobre a versão original.
A questão então é: o que muda? Aparentemente trata-se de um upgrade simples, mas as alterações em alguns pontos são fundamentais para melhorar a experiência como tablet.

Dimensões, peso e tela:

A tela me parece exatamente a mesma da versão anterior, somente a camada anti-gordura me pareceu mais eficiente. Como tenho as mãos secas o meu iPad não fica com muitas marcas, mas no 2 me pareceu ficar ainda mais limpo.
Ele é um pouco menor na largura e altura em relação ao iPad 1 e muito mais fino. Esta última medida na minha opinião mudou muito a sensação de manuseio do aparelho. Ele agora é mais fino do que uma revista média e fica bem mais fácil de transportar em pequenas bolsas. O peso também é responsável por esta mudança de sensação de uso. Apesar de ter somente 100 gramas menos do que o iPad 1 ele parece ser muito mais leve. Para todos que reclamava do peso em leituras longas esta pequena perda de peso faz muita diferença. O interessante é que o iPad tem este peso por causa da bateria, e no 2 ela tem a mesma autonomia, apesar do maior processamento.

Processador e Gráficos:

Falando em desempenho ele é perceptivelmente maior graças ao chip A5 que agora tem núcleo duplo. Além disso, a Apple afirma que o sistema gráfico esta 9x mais rápido. Na prática os jogos ficaram ainda mais ricos, a navegação na web muito mais rápida e sem os vazios quadriculados quando rolávamos a pagina. Apps como The Daily precisam de novos reviews, pois estão muito mais rápidas.
Outra questão para professores, e todos que precisam demonstrar mais do que slides em projetores, é que agora tudo está espelhado na tela e no projetor. Além disso, é possível conectar o iPad 2 a um monitor HD com uma adaptador HDMI que gera 1080p. Comprei agora esta peça e funciona muito bem mesmo. Alguns Games já possuem o suporte para a saída 1080p.

A capa:

Esta é uma questão polêmica, enquanto uns adoraram, outros acharam frágil. A Apple alega que a questão é proteger o monitor, pois a parte de trás é de alumínio e não arranha. Neste mês eu utilizei o iPad em viagens, aulas e reuniões e ele realmente não arranhou. Mas claro, cuidado nunca é demais.
O esquema dos imãs espalhados estrategicamente pelas bordas do aparelho é daqueles toques de elegância que os caras de Cupertino são mestres. Alias, eles adoram imãs, lembrem do controle remoto dos iMacs brancos ou mais recentemente o plug MagSafe dos MacBooks. Detalhes como ligar ou desligar o aparelho ao fechar ou abrir a capa é um exemplo de conexão perfeita entre acessório e device.
Resumindo, para quem leva o iPad na mochila ou bolsa esta capa é perfeita.

Câmeras:

A adição da câmera, ou das câmeras, era uma das novidades mais aguardadas na segunda geração do aparelho. Aqui, a Apple fez uma escolha parecida com as dos iPods: vídeo é a mensagem. Elas até tiram fotos, mas na realidade são otimizadas para vídeo. A frontal é para FaceTime ou Skype e a traseira para filmagens em 720p. Os dois programas de videoconferência funcionam perfeitamente. Os filmes, embora com a mesma resolução do iPhone, não apresentam a mesma qualidade. Com muita luz fica bacana, mas em ambientes fechados fica tudo granulado. A Apple fez uma opção para manter a estética do iPad, seria impossível colocar a câmera do iPhone 4 neste design.
A melhor parte de tudo isso é poder usar o iMovie no iPad. Eu já achava fantástico poder capturar, editar e publicar em HD um evento em poucos minutos, mas com o visor maior ficou realmente sério. Acho que jornalistas Web podem usar sem medo de ficar amador. É só ter bom gosto na hora da edição. Uma técnica boa é abrir o iMovie e ir capturando direto para a linha de tempo, fica super fácil de cortar, colocar títulos, créditos e upload para Youtube ou Vimeo. Olhem este exemplo feito por mim em um debate na Famecos.

Conclusão:

Em vários reviews pela Web eu li que para quem tem o iPad original não precisa trocar. Bom, isso depende mesmo do uso. Se você usa o iPad ocasionalmente para navegar ou ler revistas pode ser por aí. Agora, se você como eu tenta sempre que possível deixar o Laptop em casa o iPad 2 tem muito mais poder de fogo. Ele navega mais rápido, mostra tudo na tela do projetor, faz vídeoconferencia, edita vídeo e por aí em diante.
Retomando um ano atrás quando existiam várias limitações para substituir um notebook estas questões estão começando a cair uma a uma. O iPad 2 eleva o conceito inicial e expande o seu uso em novas direções. Alias, quem disse que os tablets foram feitos só para consumir conteúdo. O iMovie e o GarageBand são dois ótimos exemplos do contrário. O iPad virou um ícone do que Jobs chamou de era Pós PC e isso começa a fazer cada vez mais sentido.

Update:

Na realidade este vídeo deixa claro que a SmartCover pode salvar o seu iPad! Cuidado cenas fortes.

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22

05 2011

Ubimidia App para Android

Tenho testado há algum tempo ambientes de desenvolvimento em Android que permitam publicação rápida. O Appinventor do Google é certamente o melhor para isso, mas com algumas limitações. Fiz um teste de App para o blog que além de links para as informações tem um bônus: um leitor de QR Code. Testem e qualquer observação me falem.

Baixe aqui a App diretamente do telefone
Ou use o QR Code

Obs: É preciso habilitar a função de instalação de Apps fora do Android Market. Isso fica em Configurações/Aplicativos/Fontes Desconhecidas

03

04 2011

Review Nexus S

Para começar este telefone é uma variação do Galaxy S, portanto, tudo o que eu escrevi sobre ele de certa forma se aplica ao Nexus S.

O Nexus é uma marca que o Google escolheu para caracterizar um aparelho com o Android “puro”, ou seja, sem as interfaces que as marcas ou operadoras colocam em diferentes modelos. Ele é um aparelho que o Google mostra como deveria ser o Andorid. Ele sempre vem com o último sistema e é atualizado antes dos outros. Neste caso é o Android 2.3, o Gingerbread!

No ano passado a empresa escolhida para fazer o primeiro Nexus foi a HTC, mas este ano provavelmente pelo sucesso do Galaxy S a escolhida foi a Samsung. Resolvi adquirir este aparelho por significar o que é mais avançado no mundo Android e pelo novo sistema NFC, que vou falar mais adiante.

1 – Hardware:

Não vou falar muito sobre o visor Super AMOLED, que é lindo, ou outros aspectos porque já detalhei no review do Galaxy S. Ele tem diferente do irmão mais velho um visor que o Google chamou de “Contour Display”. Ele é um vidro em uma leve curva para ficar mais confortável de falar colado ao rosto. O pessoal do iFixit descobriu que é só o vidro e não o visor propriamente dito que é curvado. É bem bonito, mas na prática não faz muita diferença.

A câmera é também a mesma do Galaxy S, só que tem agora um Flash de LED e curiosamente não filma em HD. Só 720 x 480, isso deve ser bloqueado em software e ninguém entendeu porquê. Outra questão curiosa é que embora o chip esteja ali este aparelho não tem rádio FM.

Embora o sinal de 3G me pareceu igual ao do iPhone 4 o de WiFi era sempre muito menor como pode-se ver no vídeo. Mas não atrapalhou a ótima performance para navegar na Web. O Flash funciona bem, mas eu ainda prefiro deixar desligado e usar quando for realmente preciso.

2 -Software:

O Android 2.3, Gingerbread, trouxe algumas adições importantes. A mais clara para mim foi o teclado. Finalmente ele é multitouch como o iPhone e possibilita coisas como segurar uma tecla e esperar as opções de acento. Fica bem mais rápido mesmo, mas no geral ainda se erra muito mais do que no iPhone e a correção automática para o Português não é tão precisa. Mas, nesta área de input o que está cada vez melhor é o reconhecimento de voz. Ele pode estar presente em qualquer lugar, pode-se, por exemplo, ditar um email ou SMS com poucos erros, mesmo em PT.

O sistema de copy and paste e seleção de texto foi melhorado, mas ainda não está consistente em todo o sistema. Em algumas Apps, mesmo nativas, o sistema muda. Mas já é um avanço.

Outra percepção clara é a velocidade. Este é o primeiro Android que não me deixou esperando por nenhuma operação. Foi realmente um prazer pular de App para App sem tranqueiras. Com a nova geração de processadores duo core a experiência deve melhorar ainda mais.

Mas, de novo comparando com o iPhone as Apps que estão presentes nos dois sistemas como Facebook, Twitter oficial, Foursquare, NYT, CNN, TuneIn ou Evernote nenhuma possui interface ou funcionalidade melhores no sistema do Google. Eu diria que o único ponto que o Android leva vantagem é no compartilhamento de informações que é feito através de um plug-in no OS que permite que qualquer App esteja disponível para compartilhar informações.

Além disso, algumas Apps ainda estão com cara de 1.0 ao meu ver, como o Player de MP3 e o email. São básicas demais para um sistema que já está na versão 2.3.

A atualização do sistema pelo ar é perfeita, eu gostaria que a Apple olhasse para isso.  Quando eu liguei pela primeira vez ele me disse que tinha uma atualização disponível, era para a 2.3.2.

3 – NFC:

Esta é a sigla para Near Field Communication, uma tecnologia prima da RFID que está demorando para pegar, mas tudo indica que este ano vai. A Apple deve lançar nos próximos aparelhos e vários outros Androids já foram anunciados. Ela permite trocas de informações via ar de uma etiqueta em um cartão ou cartaz com o aparelho. Ainda pode ter uma troca direta entre aparelhos. Olhem esta pesquia do MIT que eu participei em 2008 para ter uma ideia. Ela foi patrocinada pela Nokia, que como sempre não soube capitalizar o pioneirismo. A empresa da Finlândia tem o chip NFC em aparelhos para o mercado local na sua sede e agora no C7, mas precisa de update futuro para funcionar.

4 – Bateria:

Aqui está uma das minhas maiores reclamações para o uso cotidiano. Mesmo com uma bateria de 1500 mAh ele ainda não dura um dia inteiro de uso médio. Para atrapalhar mais ainda o mostrador de carga engana, quando mostra meia carga na realidade pode faltar 31%. Depois disto ele fica amarelo. Estranhamente há um bug que nunca mostra 100% de carga. Já começa o dia em 97%. Só como comparação, o iPhone 4 tem uma bateria de 1420 mAh, mas dura muito mais.

O visor AMOLED come muita carga, é preciso deixar pelo menos na metade do brilho. Também é interessante desligar o 3G se não for necessário. Isso ajuda a trabalhar no limite de um dia comum de uso.

Um dos problemas do sistema no meu entendimento é que cada App que esta ligada à rede faz uma requisição de tempos em tempos, como Twitter, Facebook, Android Market e por ai vai. A Apple solucionou isso fazendo o Push Notifications para todas as Apps, assim há uma requisição única.

Conclusão:

Por causa destas questões de bateria é difícil aconselhar ainda o Android para novatos. A pessoa tem que saber mexer nos settings para personalizar a experiência. Me parece que o iPhone tem ainda um controle mais inteligente do que é preciso trabalhar em background ou não. Além de optimização de áudio e vídeo para não gastar muita bateria. Detalhes de acabamento ainda não estão presentes, como receber uma chamada e o som baixar e depois retomar. Nos meus testes sempre deu probelma.

Mas o Android vem se tornando uma experiência cada vez mais madura. O fato de estar muito rápido foi a grande surpresa e já permite concorrer em um nível parecido com a Apple.  Quem quiser se aventurar na plataforma eu aconselho este aparelho, pois além de ter o último sistema operacional há uma garantia de mais atualizações do que os outros aparelhos.

26

02 2011

Teclado Bluetooth e iOS

Fiz este vídeo para demostrar algumas possibilidades de acentuação e atalhos. Este exemplo serve tanto para um teclado no iPhone ou no iPad:

Para ver com mais detalhes em HD clique aqui!

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02 2011

Review do MacBook Air 11

Quando surgiu o primeiro MacBook AIR em 2008 eu estava realmente empolgado. Finalmente um computador que era razoavelmente poderoso para 80% das minhas atividade e que eu poderia carregar todo o dia sem dor nas costas. Usei ele por 2 anos inteiros nas mais diversas situações e realmente foi aprovado, claro que eu tive que adquirir um desktop mais poderoso para tarefas mais pesadas. Mas o sentido do AIR sempre foi de um segundo computador mesmo. O único problema dele era para processar vídeos mais pesados e outros tipos de tarefas mais árduas.

Eis que surge o iPad no começo do ano passado e eu comecei a usa-lo realmente como laptop, como reportei neste post. Se o AIR era leve o iPad me fez trocar a mochila por uma bolsa bem menor e tudo estava ainda melhor para as minhas costas. A questão é que para algumas tarefas, como programação, edição de video ou multimidia mais intensa o iPad precisava ficar em casa para o AIR entrar em ação.

Aí surge a nova geração do AIR e agora com um tamanho de 11 polegadas com quase a mesma dimensão do iPad. Perfeito! Vendi para um amigo o meu antigo AIR de 13 polegadas e comprei um AIR 11 com HD interno de 128 Gb solid state. Sempre sonhei com esta memória, mas era muito cara. O modelo mais barato vem com 64Gb, o sistema e as Apps como iLife ocupam 17gb. Mesmo assim, dá para trabalhar na boa se deixar as música para o iPhone.

Minha maior dúvida era entender como o  sistema todo se portava, pois o processador baixou de 1.6 para 1.4, ainda que Core 2 Duo. O resultado é surpreendente, a adição de uma placa de vídeo poderosa (roda full HD sem problema) e a memória sem peças móveis deu uma agilidade imensa. Esta memória é como as dos iPads e iPhones e são muito rápidas. Ele dá um boot completo no sistema em 15seg e abre programas super rápido também. Aqui está a mágica, enquanto o antigo precisava de um sistema que baixava a velocidade do processador quando a máquina esquentasse, e tornava tudo muito lento, o novo não esquenta tanto e a velocidade está sempre mantida. A rapidez com que ele fecha, abre, dorme e acorda é impressionante. Realmente é o conceito do iPad em um Mac.

Para chegar neste conceito a Apple produziu um sistema de memória fora das caixas de HDs tradicionais e dividiu a bateria em 4 módulos individuais para poupar espaço. Por falar nela, aqui outra boa surpresa. É possível com o monitor em metade do brilho e WiFi ligado chegar as 5hs que a Apple promete. Com todo o brilho do monitor e intensa atividade a minha média é 3:30min. Para a operação offline, dá para chegar a 6hs tranquilamente. Dormindo ele chega a 30 dias, mas isto não testei :-) Outra questão interessante, é que a bateria é mais moderna e suporta 1000 ciclos de recarga completa. O antigo era 300 ciclos, o que para mim corresponde a dois anos de uso. Vale lembrar que um ciclo completo é quando a bateria está completamente morta e se carrega até o final. Pequenas recargas vão se somando até completar uma carga.

Outra dúvida era quanto a tela, baixar de 13 para 11 não seria desconfortável? O AIR 11 é o único laptop da Apple que tem uma tela com a proporção 16×9. A largura é praticamente igual ao irmão mais velho, a altura é que diminui. Mas a densidade de pixels aumentou com a resolução de 1366×768, o que na prática deixa o trabalho confortável. Eu aumentei as fontes no Mail, Twitter e Safari e pronto, já me acostumei bem.

Outra adição boa foi a segunda porta USB, isso ajuda bastante, mas para compensar não há mais teclado iluminado e porta infra-vermelha para o controle remoto. Uso a App Remote no iPhone para controlar apresentações com o Keynote.

Por fim, imagino que muita gente deve estar na dúvida entre comprar um iPad, um AIR 11 ou ainda um MacBook Pro. Bom, depende muito das tarefas de cada um, o iPad é muito bacana para leitura de revistas e sites e o MacBook para tarefas diárias. Então, eu olho para o meu dia e vejo quais são as tarefas e escolho um ou outro, ou ainda os dois! Sim, pois se eu colocar o Air 11 mais o iPad eu ainda estou mais leve que um MacBook Pro 13. Ainda levo a vantagem que se eu somar o tempo de trabalho dos dois só com bateria chego em algo em torno de 14hs de trabalho pesado. Ah, e as minhas costas ainda agradecem!



09

01 2011