Review Samsung S4

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Desde 2008, quando tive o primeiro aparelho Android, o G1, que acompanho a evolução do sistema. De um port de Linux para celulares com um aparelho ele se transformou em um ambiente com vários tipos de interfaces e fabricantes. Tive o 1º Galaxy em 2010 e me pareceu um bom concorrente para o iPhone na parte do Hardware, mas ainda deixando a desejar no software. Minha principal reclamação era com os updates que demoravam séculos para sair ou até mesmo não vinham mais, mesmo com aparelhos com um ano de uso. Parei de apostar nos Galaxys e comecei a voltar a atenção na série Nexus, que não tem os “excessos” de customização que Samsung e outras fabricantes colocam e está sempre recebendo a última versão do OS. É a experiência mais perto da Apple possível e tinha tudo para dar certo. Mas por problemas de distribuição, não tão eficiente quanto a Samsung, a Google não consegue transformar qualidade em vendas. A série Galaxy é a que mais vende no OS Android e isso é bom e ruim para a plataforma. Bom porque e a Samsung conseguiu ajudara a bater de frente com a Apple e ruim porque ela coloca tanta personalização que as vezes parece um outro aparelho. A empresa sul-coreana não faz inclusive questão de falar em Android, vi a apresentação do S4 inteira e não ouvi a palavra Android. Isso não me parece bom para a plataforma.
Pois bem, o Galaxy S4 foi apresentado com pompa e circunstância (talvez até demais) no Radio City Music Hall em NY como o celular mais inovador do mercado. Será? Vou tentar sempre fazer uma observação em perceptiva ao iPhone 5, que é o meu celular de referência.

Intro sobre o S4:

A primeira coisa que se deve prestar atenção para quem for comprar um S4 é que existem 2 modelos a venda. Um com 4G (compatível com a banda do Brasil) e processador quad core Qualcomm e outro 3G com o processador octacore da própria Samsung. A razão para isto é que a Samsung não conseguiu ainda fazer os seus chips serem eficientes para 4G e apesar de seu chip ter 8 núcleos na prática sempre só usa 4. A ideia é que existem 4 núcleos mais potentes e 4 núcleos que economizam mais energia e se alternam no uso. Os benchmarks de vários sites mostram que tanto a bateria como o a performance não mudam tanto assim, portanto vá sem errar na versão 4G, que é a minha neste teste.
As principais novidades apresentadas pela Samsung são Dual Shot, efeitos de câmera, Air View, Air Gestures e S Helth. Tem várias outras menores, mas não vou ter tempo de detalhar aqui.

O que eu gostei:

A tela é linda e full HD. A experiência que ela oferece para ver filmes Full HD é única.
O Air View foi a única da “mágicas” que a Samsung introduziu que eu achei legal. Poder rolar uma página sem precisar fazer scroll com o dedo é muito bom mesmo. A câmera é legal mas ainda perde principalmente em pouca luz para o iPhone 5 e HTC One. A função dual shot era algo que eu tentava há tempos programar para o iOS e agora vejo que a Samsung pulou na minha frente 🙁 Sempre imaginei que seria legal fazer uma entrevista usando as duas câmeras simultaneamente.

O que eu não gostei:

Várias “mágicas” são ainda muito mal implementadas e não podem ser usadas no cotidiano.
A bateria apanha muito para o iPhone 5, que já não é um campeão nesta categoria. Usei os dois por muito tempo juntos e o S4 sempre engasgava no final do dia.
Embora a tela é linda e a Samsung fez o possível para deixar o aparelho o menor possível, o tamanho total ainda é grande. Ele não cabe confortavelmente em um bolso de calça como o iPhone. Além disso, a tela esquenta muito e em alguns momentos é preciso tirar do bolso.

Conclusão:

Alguém quer comprar um S4? Não é para mim, mas continuo usando a plataforma Android para acompanhar sempre a evolução. tenho gostado de ter dois aparelhos com propostas diferentes. É bom para provocar o cérebro!

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