Review do iPhone 5S

 

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Bom, mais um ano e mais uma vez a história se repete. Em um ano temos uma mudança física e no outro features! O padrão segue desde o 3GS, depois o 4S e agora o 5S.
A ideia não é ruim, pois não seria legal ter que trocar todos os acessórios todos os anos e também não dá para fazer algo 100% novo no ciclo de 12 meses. Então, olhem o que eu escrevi sobre o iPhone 5 no ano passado e vou falar aqui das diferenças para o 5S.
Este ano tem a cor “Gold” que na prática é bem mais champagne e é menos escandalosa do que nas fotos. Eu queria a versão prata, mas tive que comprar a preta, que agora é “Space Gray”. Ele me parece bem menos suscetível a arranhões do que o modelo do ano passado e acabei gostando.
Como também não tive escolha, acabei comprando o modelo da AT&T sem contrato e para a minha surpresa coloquei o chip da Vivo e funcionou na boa. Mas o mais garantido é o modelo da T-Mobile.
Outro ponto fundamental para nós é que o 5S deverá ser compatível com a nossa Banda 7 de 4G (2600mhz). Mas só o modelo vendido em alguns países da Europa, este meu dos EUA não.

iOS 7

Primeiro uma nota sobre o iOS 7. Acho que é interessante notar que a mudanças estéticas ou uma janela nova de atalhos não representam as maiores mudanças do OS. Ao usar pode-se notar muitos, mas muitos mesmo, pequenos detalhes que tornam a experiência ainda melhor. Coisas pequenas como o timer mostrando o tempo quando o display está locked ou ainda saber onde você trabalha e mora, dica do Rodrigo Schmitt, como o Google Now. São inúmeras as mudanças também para os desenvolvedores que podem agora ter mais opções de geo-localização indoor e outros recursos.
Mas a questão macro do OS é que estamos em uma fase de transição entre as referências do mundo analógico e as do digital. O que é uma informação visual nativamente digital? Neste percurso é natural que muita coisa comece a ficar estranha, mas é uma adaptação. Um exemplo disso é a Newsstand: as prateleiras continuam ali, as capas das revistas e jornais estão também ali, só que tudo está plano, flat e um pouco sem graça. Ok, precisamos simplificar, mas ainda está algo híbrido e sem identidade. Por outro lado, Apps que mostram muito conteúdo como o Safari e o calendário estão muito mais eficientes. Eu imagino que o iOS 8 já vai ser algo bem mais maduro, mas anyway, não tem como voltar para trás. Quando se olha para o iOS 6 parece algo muito antigo, a velocidade é que foi brusca. Acho que no Mac OS a coisa vai ser bem mais tranquila.

Touch ID

Assim como o 4S introduziu a SIRI como o maior motivo de venda o 5S elegeu o Touch ID como “mágica do ano”. Bom, já adiantando é daquelas tecnologias que depois que acostuma não tem jeito. Pego o iPad e já tento que ele desbloqueie automaticamente.
Eu sempre tive o iPhone bloqueado porque nunca quis correr o risco de alguém ter acesso a tudo que tenho guardado ali. É o nosso meta-cérebro como escrevi na minha tese de doutorado. Mas as pessoas tem preguiça de colocar a senha e… ai vem a Apple. Me parece a mesma solução do Time Machine, as pessoas tem preguiça de fazer backup, então vamos fazer “automagicamente”.
Eu já estava achando o máximo a solução da Motorola para o ótimo Moto X com adesivo NFC e um grampo para a roupa que ao encostar ele desbloqueia. Mas o Touch ID é perfeito porque você só aperta o botão Home para acordar o aparelho e aguarda um segundo que ele desbloqueia.
A precisão é absurda, para mim acho que menos de 10% do tempo tive que reposicionar o dedo para detectar. Em todas as alfândegas ou lugares que pedem a digital eu tenho que passar a mão na testa para deixar o dedo mais úmido, tenho a mão seca e sempre tenho que repetir o procedimento. Mas com o Touch ID não, ele lê de uma forma parecida com a tela resistiva do telefone. Em diversas situações ele funcionou perfeito para mim.
Acho que esta tecnologia vai ser ainda mais legal quando tivermos a possibilidade de acessar uma API para App de terceiros. Fazer login nas contas e até passar para o Mac vai ser muito bacana. A questão da segurança não me parece algo tão complexo. Claro que conseguiram hackear, mas o processo é extremamente complexo e difícil. Este é sempre o limite da segurança. Muito mais fácil de hackear é a foto ID que os Android utilizam.

Processador 64bits

Bom este no processador A7 no 5S pode ser responsável por uma mudança drástica nos aparelhos móveis. Estamos indo a passos firmes na direção da substituição completa do PC pelos Smartphones e tablets em um ambiente Pós-PC, como disso Jobs. Eu me lembro de todo o buzz quando os Macs e PCs migraram para o ambiente 64bits. Era a era dos “super computadores”, pois é agora estamos com isso em um celular. Mas o que é 64bits? Bom tentando resumir é um modo de alocação de memória que permite um maior fluxo de dados e potencialmente operações simultâneas mais pesadas. É claro que os Apps precisam estar escritas para isso e as memórias RAM dos aparelhos precisa aumentar. Mas isso é questão de tempo e como a Apple já tem o ambiente pronto do Mac ela pula muito na frente do Android neste quesito.

Processador M7

Na realidade o M7 é um co-processador que trabalha separado do A7. Este pequeno chip mede todo o tempo os movimentos do iPhone sem acionar o processador principal e com isso não gasta muita bateria. Já podíamos ter um pedômetro nos iPhones anteriores, mas agora ele está todo o tempo ativo e consome muito menos energia. Para testar instalei o App Argus e ele já detectou o meu histórico de passos mesmo dos dias anteriores a instalação.

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Este chip está sendo usado para mudar de tipo de navegação no mapa quando saímos do carro e vamos a pé até o destino final. Enfim ele tem muitos usos e vai na mesma direção do Moto X, que além deste tem um co-processador para deixar o microfone ligado todo o tempo. Eu queria isso no iPhone!

Câmera

Outro bom motivo para trocar de aparelho é a câmera. As mudanças tem dois aspectos: hardware e software.
Na parte física ela tem um sensor muito maior do que o iPhone 5, nas prática as fotos ficam bem melhores com pouca luz.
Outra novidade foi o duplo flash, com uma luz de LED com a cor mais perto da pele. O iPhone mede o tipo de luz e faz uma combinação entre os dois Leds para que as cores sejam melhores reproduzidas. Não é um flash de Xenon como nos Nokia e nas câmeras convencionais, mas este tipo de flash gasta muita bateria e precisa de um volume considerável dentro do aparelho. A solução da Apple foi intermediária e é bem vinda.
Na parte de software, mas com o apoio do chip A7, temos a possibilidade de tirarmos múltiplas fotos e o iPhone já te sugere a melhor. Depois pode-se deletar todas as outras juntas.
Além disso, a possibilidade de gravar vídeos em 120fps na resolução de 720p é muito bacana, pois a qualidade é impressionante como vocês podem ver a seguir nos meus testes:

O legal é a interface para escolher as áreas de SloMo e a velocidade normal. Fiz um teste também de exportar para o Final Cut Pro e funcionou perfeitamente.
Nestes dois recursos a Apple não foi a primeira, mas como sempre, tornou estas funções que eram um pouco complexas muito mais simples de usar. O que na prática é o ponto diferencial para que as pessoas usem no cotidiano.
A impressão que eu tenho é que esta câmera está tão boa que só falta um zoom decente para realmente ser útil em todas as ocasiões. Acho que a Nokia, no 1020, e a Sony, no Z1, sacaram isso colocando a possibilidade de fazer zoom digital sem que se perca a qualidade da imagem.

Conclusão:

Bom, acho que em todos os modelos de iPhone que eu fiz review aqui no Blog eu acabo do mesmo jeito. Este iPhone permite que ele seja mais iPhone! Parece bobagem, mas se observarmos a linha de tempo desde 2007 e percebermos que a cada ano as funções vão sendo adicionadas com muito cuidado e entendermos que isso não quebra o modo de uso, mas só melhora a experiência, vemos que o iPhone é um conceito. Alguns pontos como o M7 e o chip de 64bits são uma aposta para o futuro. Mesmo se a Apple mudar o visual e fizer mudanças grandes para o 6, eu tenho a impressão que o 5S vai ser um aparelho muito atual por mais dois anos.

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