Review iPad Air

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Este é o 5º iPad grande, ou regular, na história da Apple. Aqui no Blog eu fiz o review de todos e nos relatos é possível perceber uma sequência evolutiva do aparelho, que é o símbolo da era Pós-PC.
O 1º iPad foi uma quebra em relação aos Tablets que existiam até então, o 2º foi uma evolução no design e peso, o 3º veio com a tela Retina, mas sacrificou o peso e também esquentava um pouco demais, já o 4º foi uma pequena atualização para colocar o novo conector lightinhg. Este último, também teve uma melhoria na questão do calor e velocidade. Aí veio o iPad mini e encantou muita gente pelo peso e pelo design mais slim e também com uma qualidade de acabamento parecida com o iPhone 5.
Bom, agora surge o iPad Air, e a evolução parece clara ao pegar o aparelho pela primeira vez. A Apple diminuiu de 652g para 469g e só isso já faz toda a diferença. Para se ter uma ideia este número representa perto de 33% de redução e agora ele está “só” em torno de 130g mais pesado que o mini.
O peso é realmente a “feature” mais importante do novo iPad. É a primeira impressão que se tem ao pegar. Logo depois vem a percepção das bordas laterais mais finas. Isso ajuda também a digitar com o iPad em pé, algo que só era eficiente no mini. Mas o peso também altera a experiência longa, como ler um livro ou assistir um filme. A grande queixa nos iPads anteriores era exatamente esta, ele pesava depois de um tempo. Não que este seja uma pluma, ainda, mas não é nada que impossibilite o uso intenso. Ele pode ser segurado com uma só mão, mas não como o mini de lado a lado. Ainda na questão física, a espessura diminuta também contribui para o iPad Air ser muito agradável de segurar.
As portas são as mesmas e nos mesmos lugares, a diferença mais profunda é nos speakers. Eles são estéreo agora e com uma potência para música e videoconferências bem mais interessante. Ainda pode ser melhor, principalmente no posicionamento. Por que não fazer como a HTC ou outros e colocar os speakers virados para o pessoa? Tem que ter uma solução de design para isso. Quando se faz uma “concha” com as mãos para deslocar o áudio para frente o som já sai bem melhor… Mas para compensar na área do áudio agora os Mics são duplos para melhorar a captação com um deles dedicado para remover ruídos.
Outra questão é a velocidade, com o mesmo chip A7 do iPhone 5s, mas com um clock maior, ele voa mesmo. O iOS 7 ficou realmente fluído nele e o chip de monitoramento de movimento M7 também vai trazer possibilidades interessantes no futuro. A arquitetura 64bits já está mostrando para que serve, em Apps como o Garage Band é possível trabalhar com mais tracks neste novo ambiente computacional.
Alias, resolvi comprar a versão com 4G e 128gb além de uma capa com teclado para começar a substituir o meu MacBook em alguns momentos. Fiz um teste de uma semana só com o Air. Consegui fazer tudo o que precisava. Um dia precisei de um editor HTML ai recorri ao Editorial e tudo resolvido. Acho que só os softwares muito específicos como o Xcode ou outros ambientes de desenvolvimento não podem ser completamente substituídos. Além disso, a bateria continua perfeita. Nestes dias eu lia o jornal de manhã cedo, trabalhava nos dois turnos com várias longas reuniões por Skype e no final do dia ainda sobrava bateria para leituras e FaceTime com a família. O que mais precisamos de um computador?
Para o teclado eu comprei o Logitech Fabric, que imita os teclados do Surface, mas não me adaptei muito bem. Então, mudei para o Logitech Ultrathin Cover e estou adorando. Este texto também fiz todo no Air, by the way. O meu MacBook Retina 15 ainda é muito pesado e o MacBook Air 11 não tem tela retina. Logo, a combinação ficou bacana: quando preciso de portabilidade levo o iPad e quando preciso de processamento levo o MacBook.
Outra questão é a relação entre o iPad Mini e o Air. Como comentei antes, a diferença de peso agora é muito pequena mesmo. O mini me parece que vai ficar cada vez mais para leituras e o iPad Air para todas as outras possibilidades. Acho que o Air ficou muito mais versátil agora, só vou manter o mini para levar em momentos que também preciso do MacBook.
Além da posição dos speakers também senti falta do Touch ID. A Apple fez tanta propaganda no iPhone e é algo que a pessoa se acostuma a usar que não faz sentido não ter. Mas acho que foi por um motivo de gargalo na fábrica para produzir o componente, pois a fabricação do 5S ainda está com problemas. Tenho certeza que no próximo ano ele estará presente.
Bom, resumindo é uma geração de iPad que deu um grande salto, talvez o maior de todos. Leve, fino, rápido e não esquenta na mão. Teve melhorias também nas câmeras, WiFi e o 4G funciona no Brasil agora! A Apple conseguiu uma evolução de engenharia impressionante e recomendo mesmo esta compra.

2 Responses

  1. Alessandro
    Alessandro March 21, 2014 at 11:06 am |

    Excelente análise. Interessei-me em particular pelo teclado Logitech Ultrathin Cover. Quais as melhorias que encontrou em relação ao Fabric? Parabéns pelo texto.

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