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Teste de velocidade o Galaxy S

Fiz este vídeo para mostrar que mesmo tendo algumas trancadas estranhas na operação em Apps como o browser ele é muito rápido e flexível. O aparelho é bem mais rápido do que o 3GS, vamos ver com o iPhone 4 quando chegar. O meu Galaxy S está rodando Android 2.1, a versão 2.2 oficial deve sair em breve e melhorar a performance:

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08 2010

Review do Samsung Galaxy S e reflexões sobre a evolução do Android

Há mais de dois anos quando o sistema Android estava sendo incubado a minha curiosidade era enorme, eu coloquei uma versão beta no meu Nokia N800 e depois comprei o primeiro aparelho, o G1. Mas, além de alguns projetos ele nunca foi o meu principal aparelho. Agora, coloquei as mãos no recém chegado Samsung Galaxy S que é provavelmente o melhor Android até agora. A minha questão científica era enteder se realmente o ganho de mercado era resultado de uma melhoria real na plataforma.
Bom, em primeiro lugar há algo que precisa ser esclarecido. Os últimos números que saem sobre o avanço do Android em relação ao iOS e outros é muito localizado nos EUA. No resto do mundo, ele ainda não decolou fortemente, e, mesmo no mercado norte-americano penso que o grande problema é a AT&T, que é a única operadora do iPhoje lá, faz com que as pessoas não optem por plataformas, mas por redes. A Verizon e Sptint, com a T-Mobile correndo por fora, tem jogadodo todas as fichas em modelos como o Droid, da Motorola, e o HTC EVO 4G para atrair usuários de iPhone insatisfeitos, principiantes no mundo do smartphone e geeks que podem hackear o sistema baseado em Linux. A Apple deve quebrar a exclusividade da AT&T possivelmete com a T-Mobile, que também é GSM, e isso parece ser estratégico para o avanço do iOS.
Mas vamos ao Galaxy S, ele é o melhor Android do momento por alguns aspectos centrais: display Super Amoled de 4′, processador 1ghz A8 e câmera de 5mp capaz de prodizir vídeos HD 720p em 30fps.
Antes de entrar nos detalhes a questão é: porque a Samsung? É interessante perceber que a empresa sul-coreana não só comercializa os aparelhos como é a principal fornecedora de peças para o outros fabricantes. Vários componentes no iPhone são feitos por ela. A Apple usa memórias e o processador, que apesar de ser desenhado na California é construído pela Samsung. Então, esta empresa é uma das poucas no mundo que pode juntar várias peças que ainda não estão em outros aparelhos no seu próprio. É o caso do display, ele possui uma resolução de 800×480 e 4′ de tamanho. Isso dá uma densidade de pixels muito menor do que a do iPhone 4, mas tem outras vantagens. O diasplay de Amoled por não possuir uma luz por tráz sempre proporcionou um contraste da cor preta extremamente forte, muito perto do que vemos nas impressões de alta qualidade. Mas ele tinha dois problemas, um era a saturação de algumas cores que se mostravam muito vivas e o outro era a completa falta de operação na luz direta do sol. Esta foi uma das maiores reclamações do Google Nexus One que usa Amoled. Neste novo Super Amoled da Samsung isso é contornado e ambos os problemas foram solucionados, embora não completamente resolvidos. Antes era ótimo somente para o uso indoor, e agora é possivel trabalhar tranquilamente sob o sol. Estou realmente ansioso para colocar ele com o iPhone 4 para fazer uma comparação, mas acho que daqui para frente deve ser uma questão de gosto, como Plasma e LCD.
O processador, embora da mesma velocidade do Nexus One, é bem mais rápido e econômico. Li várias matérias que falam que é muito parecido com o A4 da Apple. No uso ele pareceu muito rápido mesmo. Páginas na Web rodam com uma rapiez impressionante. Senti algumas trancadas ao abrir algumas Apps como email, mas parece um problema no OS que deve ser corrigido, segundo reports em alguns fóruns. Mas estes lags me deixaram irritados nas duas semanas que eu usei o aparelho. Aqui, me parece um problema da plataforma, pois algumas aplicações são fundamentais, como o telefone. No iPhone tudo para quando se recebe uma chamada ou se realiza uma, no Android parece que a App de telefonia tem a mesma importância para o sistema do que uma App de terceiros. Não consegui atender algumas ligações, tive que esperar para fazer outras e liguei sem querer, ainda bem que para amigos como o Rodrigo Andrade.
Por este motivo, e por outros pequenos detalhes, deixei o Galaxy S estacionado e volto a testar quando sair o update 2.2 (froyo) que promete várias melhorias.
É uma pena, pois adorei o display e vi uma melhoria significativa nas Apps, embora ainda não podemos comprar, só baixar as gratuítas. Adoro também o sistema de notificações central que faz falta no iPhone. Mas no geral o melhor Android do momento não chega aos pés do iPhone 3GS, nem falo do 4. Mas me parece que os detalhes que eu vi não são necessariamente percebidos pelo consumidor e isso deve aumentar a concorrência, o que é bom. Outra coisa bacana no aparelho é que ele pode ser usado como base WiFi para outros aparelhos, como o iPad, se conectarem na rede 3G. Funciona super bem só que gasta muita bateria.
No Brasil, o Galaxy S deve chegar em um mês e com TV Digital, que apesar de ter uma antena retrô, me parece uma boa adição. Ele vai ser o primeiro aparelho no país que é topo de linha com TV Digital. O primeiro Android com a função também. Interessante também esta proposta da Samsung de personalizar o aparelho para diverentes mercados. Só nos EUA existe uma variação para cada operadora.
Vou atualizando o blog e o twitter com outras informações sobre o aparelho e a plataforma, qualquer dúvida é só falar.

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08 2010

Atualizações sobre o uso do iPad

Acho que está na hora de fazer mais um relato de uso do iPad depois quase dois meses de uso intenso.
Neste período, fiz mais uma viagem grande para o exterior e outras nacionais em que eu levei somente o iPad e deixei o MacBook Air em casa. Foi impressionante, de novo, o uso da bateria. Tanto na ida como na volta do exterior ele ainda tinha 50% da bateria depois de 24hs de vários tipos de uso. Ele é realmente muito mais prático para abrir toda a hora e fazer uma anotação, usar em pé na fila do vôo, no café e na cadeira apertada das nossas classes econômicas. Estou escrevendo agora confortavelmente da minha poltrona e vendo um mulher do outro lado toda contorsida para tentar usar um Laptop com mouse…
Usei nas apresentações e tirando alguns detalhes de animação de objetos no Keynote é tranquilo o uso. Para esta questão, pode-se usar transições animadas como eu já mencionei aqui.
Outra coisa que eu sentia falta era poder projetar sites na tela, agora tem diversas Apps que permitem isso. Optei pela WebProjector, que me pareceu mais flexivel, pois pode também mostrar docs e PDF. Quando se recebe um email com estes arquivos é possivel pedir para abrir no WebProjector.
Em resumo, o iPad está cada dia conseguindo substituir melhor o laptop com vantagens de portabilidade e manejo em diferentes situações.

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05 2010

iPad como Laptop

Estou escrevendo este post na cadeira de um avião no meu iPad usando a App do WordPress. Está completando praticamente um mês que estou usando o tablet e penso que é o momento certo para publicar mais algumas impressões, principalmente em relação ao uso dele como substituto de um laptop. Nas últimas semanas tenho usado o iPad na minha rotina normal de aulas, reuniões, navegação em casa e nesta viagem. O primeiro ponto que me libertou em relação ao meu MacBook Air é a bateria. Embora os novos Macbooks tenham um autonomia nominal de 10hs, o uso prático com wifi e muito processador diminui este número para menos da metade. O iPad aguenta um dia cheio que inclui apresentações ligadas ao projetor sem ver a tomada. Ele demora para carregar, um bom hábito é sempre plugar durante a noite para ter realmente 100% de gás no começo do dia.
Falando em apresentações, esta era uma das minhas maiores dúvidas e eu queria testar o uso nas minhas rotinas. Ele realmente importa muito bem as apresentações do Keynote feitas no Mac via iTunes, iWork.com ou email se não for muito grande. Nenhum dos métodos me permitiu importar um Keynote de 400mb cheio de vídeos. Depois de uma optimizada no conteúdo ele pode rodar sem problemas. Aliás, videos nas apresentações podem ser importados diretamente da galeria de fotos e rodam muito bem. No iPad, poucos efeitos nos slides não foram reproduzidos, uma boa quantidade de transições também estão lá. Além da importação, fiz uma apresentação toda no aparelho e foi uma tarefa bem agradável. Para a projeção, pode-se usar jm cabo de vídeo componente ou composto, como no iPhone, ou um adaptador VGA exclusivo do iPad. A qualidade da imagem é igual ao do Mac e o gasto da bateria extremamente razoável. Em 1h30min de aula ele foi de 100% para 83%. As minhas únicas reclamações são a falta de um controle remoto e a tela que fica no iPad poderia ter as informaçoes de tempo e próximo slide que o Keynote para o Mac possui. Em compensação, poder clicar ma tela e o projeto virar um ponteiro laser causa um impacto no audiência :-)
Fora isso, transitar arquivos era um problema que eu resolvi com a App Goodreader que custa U$0,99. Com ela, eu consigo agora acessar arquivos em servidores FTP, iDisk, dropbox e outros alem de receber arquivos .zip e descompactar, alias, ele compacta também.
Outro ponto de destaque, foi o uso do teclado bluetooth. Eu usei um ThinkOutside antigo e um da Apple. Os dois funcionaram na boa, mas o oficial aceita os atalhos, como brilho, volume, etc.
Como eu falei no review, o teclado interno é ótimo e estou escrevendo sem problema, como por exemplo, este texto. Mas o teclado externo pode ajudar a ganhar velocidade.
Resumindo, para 90% das minhas atividades diárias o iPad atende e ainda deixa tudo mais divertido.

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04 2010

Review do iPad


Bom, já estou com o iPad há mais de uma semana e com isso acho que já posso fazer uma avaliação mais precisa. Neste período, eu usei em viagem, no avião, em reuniões e ligado ao projetor

dando aula. Minha intenção desde o começo era substituir o meu MacBook AIR que já era leve, mas o iPad tem a metade do peso e quase o mesmo poder computacional.
Eu tinha escrito aqui na época do anúncio em janeiro que eu sempre sonhava com um bom tablet da Apple justamente porque este formato me parece mais natural em várias situações. Uma delas, ė em uma reunião onde todos estão em volta de uma mesa com os monitores dos laptops servindo como barreiras. O tablet está mais perto de um caderno e facilita o contato dos participantes. Além disso, para o uso nas apertadas cadeiras dos nossos aviões, quando se está em pé ou em cadeiras de teatros nos seminários são grandes usos para os tablets. No iPad, a capa proposta pela Apple é obrigatória e faz parte do produto. Ela permite que o tablet fique em um ângulo de 30• ou 90•, o primeiro é ideal para digitar no teclado interno e o segundo para ver vídeos ou usar o teclado Bluetooth. Por falar nisso, estou escrevendo este texto no iPad sem nenhum problema de velocidade em relação ao teclados convencionais, depois vou publicar usando a App já nativa para o iPad do WordPress. Não sei se precisarei levar um teclado extra no futuro. Ele ainda não está em português, o que me força a colocar os acentos manualmante apertando e segurando as teclas. Mas isso deve durar até o lançamento no país, depois ele fará a correção automática inserindo os acentos como o iPhone. O David Pogue comentou no review dele que não era possível digitar no teclado em modo do display em pé, mas não concordo.
Algumas pessoas reclamaram um pouco do peso, mas não é diferente de um livro capa dura. Já vi um filme inteiro segurando ele e não foi desconfortável. O design limpo sem muitos botões e cantos retos tornam o manuseio extremamente agradável, marca registrada de projetos da Apple. O peso vem para sustentar uma bateria excelente que dura realmente 10 horas, ou mais. Na minha viagem de volta usei durante dois dias inteiros em várias situações, não tente fazer isto com um laptop. Não precisar depender de tomadas é realmente algo libertador. Uma outra questão relativa a esta é o processador A4 desenvolvido pela Apple, além de eficaz e econômico o iPad não esquenta mesmo depois de um período longo de uso e na capa.

Ainda no hardware, o display com a tecnologia LED e IPS é realmente lindo. O ângulo de visão é perto de 90• e o contraste bem intenso. Claro, no sol o e-ink do Kindle é campeão para a leitura, mas acho que vai ser uma questão de escolha segundo o conforto de cada pessoa. O software Kindle para o iPad é bem mais completo em opções de leitura do que o iBook. O software da Amazon permite trocar o fundo e com isso o contraste com as letras. Os dois possuem um slide na App para controlar o brilho.

No software, o grande destaque é o Safari por ser muito rápido e preciso na renderização das páginas. Realmemte, o Flash faz mais falta aqui do que no iPhone, mas a briga da Apple já esta fazendo vários sites migrarem para HTML5. Vamos ver onde isso vai parar.
O mail também é quase igual do dos Macs desktop, eu gostaria de ver os mesmo filtros contudo.
O trio do iWork é muito bem implementado na nova interface touch. Fiquei surpreso que o Keynote aceita até vídeos, não senti falta de nenhuma função. Usando o adaptador VGA ele projeta a apresentação e coloca controles de transporte no visor. Se ficar apertando o dedo no display ele projeta um cursor imitando as canetas laser, muito legal a sacada. O sistema de importação e exportação via iTunes poderia ser mais claro. Mas dá para trocar arquivos via mail e o site iwork.com.

Algumas Apps de terceiros são surpreendentes e mostram toda uma nova linha de interface. A da BBC é totalmente customizável, inclusive com uma seção em português para o Brasil, e com um botão para escutar rádio enquanto se lê as notícias.
As Apps do iPhone funcionam perfeitamente, mas seria interessante se elas pudessem flutuar na tela em vez de ocupar um espaço pequeno em uma tela preta. Quando se aperta o botão 2x ela fica full screen, mas pixelizada… Acho que a Apple poderia fazer algo mais elegante aqui. Mas, como os desenvolvedores podem criar uma App universal com interfaces para iPhones e iPads a adaptação total é uma questão de tempo. Essas Apps são interessantes também porque não é preciso comprar duas vezes.

As Apps Mapas, YouTube, contatos e calendário foram redesenhadas para ocupar melhor o espaço extra. A agenda poderia deslocar compromissos com o dedo, pois para modificar é preciso clicar e alterar no menu de edição.

Não tive muito problema com WiFi como outros usuários comentaram, uma única vez ele não achou a minha rede N, só a G. Parece que há uma incompatibilidade com roteadores que transmitem nas duas frequencias. Na minha casa, tenho duas redes separadas. Nos pontos públicos não tive problema nem de conexão nem de sinal.

No geral, ele superou as minha já grandes expectativas. Como 90% do meu tempo eu estou navegando, checando email, fazendo apresentações no Keynote ou escrevendo um texto, acho que o iPad vai substituir o meu MacBook na maior parte do meu tempo móvel.
Acho que a maioria dos problemas apontados pelos críticos podem ser resolvidos, como a multi-tarefa que virá no OS 4. O iPhone tinha uma lista muito maior de limitações que foram sendo resolvidas com o tempo. O iPad me parece mais pronto, o que não me deixa desejando uma câmera para Skype, por exemplo. Mas antes de pensar no que ele poderia ter, prefiro procurar o que ele já tem e é realmente inovador. Esta categoria intermediária entre o smartphone e o laptop me parece relamente importante e além da mera substituição de livros, revistas e jornais. Como eu comecei o texto, o formato tablet como um todo me parece muito pertinente em várias situações e aproxima o uso de computadores de maneira mais natural para tarefas diárias. Continuo reportando aqui as minhas impressões de uso e quem quiser saber algo, concordar ou discordar eu terei o maior prazer de discutir nos comentários.

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04 2010

iPad – 2 dias

Estive hoje na loja da 5 avenida em NY e tudo parece estar sendo montado para o sábado. Desde carros de TV até as cercas para organizar as filas estão ali. Alguns blogs publicaram hoje que já tinha gente na fila mas eu não vi ninguém, ou talvez estavam perdidos na multidão.
Bom, no sábado 9hs NY e 10hs do Brasil vou reportar aqui e no Twitter tudo o que estará rolando na grande festa do lançamento do iPad.

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04 2010

iPad Week

Bom, falta uma semana para oficialmente o iPad chegar aos consumidores finais. Vou tentar fazer uma cobertura completa tanto aqui como no Twitter nos dias mais próximos ao lançamento, inclusive com relatos da minha batalha para conseguir um. Aguardem!

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03 2010

iPad

Eu estava esperando pelo menos 24hs depois do anúncio do iPad para me manifestar. O meu interesse era ver as reações das pessoas nas redes socais e na mídia tradicional. Me parece que foi um filme que eu já vi, e o David Pogue também.

Mas antes, queria começar dizendo que há muitos anos mesmo eu queria um tablet da Apple e sempre acreditei neste formato. Acho que a medida em que a vida digital começa a se complexificar temos que ter janelas, como fala o Pierre Levy, para o ciberspaço que possam preencher vários momentos do nosso cotidiano. Este posicionamento do tablet entre o smartphone e o laptop é visto por muitos como uma artificializaçāo marqueteira ou ainda como sinônimo de supérfluo. Mas qual a essência do tablet? Sempre me incomodou em reuniões ou nas salas de aula as pessoas escondidas atrás de uma tela de laptop, isso se da porque o laptop é um aparelho projetado para ser consumido individualmente, como o PC. O tablet me parece um device mais social, ele não esconde ninguém das conversações e não limita a interação com a informação para aprimorar, e não limitar, a troca de conhecimento. Além das salas de reunião e de aula, a sala de estar é o outro grande momento do tablet. Eu me lembro de uma coluna do Nicholas Negroponte na Wired de 1998 em que ele comentava como a instalaçāo de uma rede WiFi mudou a sua relaçāo com a família (ps: sim ele instalou uma rede antes de ser comercialmente disponível). Negroponte falava que antes ele ficava no escritório isolado da família, que via TV e lia livros e revistas na sala. Com WIFI, ele levou o laptop para a sala e conversava entre as navegações. Hoje, estou escrevendo este artigo no meu iPhone diretamente do sofá da sala enquanto a minha mulher navega no seu MacBook AIR. Bom, com o iPad a coisa seria ainda melhor.

Feita esta introdução, o filme que eu já vi e comentei no começo é dos que acham cool criticar o que não existe e esquecer o que está lá. Foi a mesma história com o iPhone: no começo ele não tinha câmera boa, não tinha copy and paste, não tinha muitos softwares e hoje… bom… esse pessoal tem um iPhone. Desde o lançamento, eu vi várias pessoal falarem que ele não tinha câmera para videoconferência, multitasking, teclado revolucionário. Mas olhem o que ele tem: é o primeiro tablet com interface para tablet, teclado externo (também via Bluetooth) e saída para monitor que acabam com Netbooks e até, em alguns casos, o laptop. Depois de dois anos com o MacBook AIR eu descobri que tem coisas nos computadores pessoais que já morreram, como o leitor de CD/DVD.

A minha única decepção, foi ele não ter uma tecnologia de display que não emitisse luz de fundo, como o Kindle. Isso não me permite aposentar prematuramente os e-readers atuais. Mas em compensação, jornais graficamente ricos como a demonstraçāo do NYT me faz adorar ainda mais os tablets.

Por fim, não tenho certeza que o iPad vai ser um sucesso como o iPhone, me parece que nem a Apple tem esta expectativa. Mas ele vai vender muito bem porque tem sentido, é a velha máxima do Steve Jobs: você acha que não precisava de um Tablet antes porque nenhum outro produto anterior tinha sido pensado desde o começo para ser um.

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01 2010

Upgrade no Kindle

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No final de semana fiz o update no Kindle. A primeira feature que testei foi a leitura de PDF nativo que só existia antes no Kindle DX. É só conectar via USB e arrastar o documento. É possível enviar por email para o aparelho, mas ai tem uma taxa. Não dá para ampliar a página PDF, mas é possível agora girar a tela, o que ajuda a ampliar as fontes. Acho que para a maioria dos documentos esta função permite a leitura sem problema. Neste sentido o e-reader da Sony ainda está melhor, pois ele permite zoom e o texto flui entre os gráficos.

Outra feature interessante do novo firmware é a bateria, antes durava em torno de 5 dias com a conexão wireless ligada e uma leitura leve. Agora já está me parecendo que o aparelho tem com mais fôlego.

Para fazer o upgrade pode-se esperar até receber uma mensagem ou baixar da Amazon e passar o arquivo via USB. Foi bem rápido e deixou o Kindle ainda melhor.

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12 2009

Review Kindle Internacional

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Depois de uma semana usando o Kindle Internacional, eu já posso fazer alguns comentários e relatar a experiência. Há quase dois anos, eu comprei o Sony e-reader PRS-505, que é a segunda geração de dispositivos com a tecnologia e-ink. Eu fiquei encantado com a ideia de que agora era possível ler sem a fadiga nos olhos que os monitores tradicionais proporcionavam. Eu tenho miopia e uso lentes de contato, isso faz esta tecnologia ainda mais atraente para mim. O monitor do Kindle é exatamente igual ao da Sony, os aparelhos também tem funções parecidas. O que varia mesmo é a conexão on-line e a grande biblioteca que a Amazon tem. O Sony possui uma leitura de documentos PDF nativa e a possibilidade de colocar dois cartões de memória simultâneos. Mas o grande atrativo do Kindle, a conexão on-line, era justamente o que afastava o aparelho do resto do mundo. Nos EUA ele ficou tão conhecido que já era possível ver pessoas lendo nos metrôs e livros vendendo mais na versão digital do que a do papel.

Cheguei a pensar várias vezes em comprar a versão americana do Kindle mas sempre desistia pelas quantidades de gambiarras que eram necessárias para comprar um livro. Além disso, a rede não funcionava aqui, pois eles usavam a tecnologia CDMA. Bom, mas o momento que todos esperavam chegou e a Amazon lançou a versão internacional com a tecnologia GSM. O interessante, é que o modelo de negócio vencedor permanece o mesmo com o usuário não tendo a menor idéia de qual a operadora está usando. A Amazon paga a conta, ou melhor, nós, via os livros e assinaturas. Mas, o importante é que não há mensalidade de nada… Quando eu liguei o aparelho pela primeira vez ele já tinha o meu nome na tela (ver foto) e ele achava que eu estava nos EUA porque eu mandei entregar em um endereço de lá. Bom, ai vem uma diferença entre o morador dos EUA e os demais. A Amazon tem um contrato agora com a AT&T nos EUA e no resto do mundo se paga roaming. Se você é americano e viaja para fora pode continuar recebendo assinaturas de jornais e comprando livros, mas é preciso pagar U$ 5 dólares por semana para receber revistas e jornais e U$ 2 por livros comprados. Para brasileiros e outros estrangeiros não há custo de assinaturas e os livros tem estes U$ 2 incorporados. A principio, seria lógico eu colocar nos settings na Amazon que o meu Kindle é brasileiro, só que tem mais um detalhe: a navegação Web. Este recurso é experimental e pode ser usado para navegar em páginas filtrando basicamente o texto, que é o que interessa. Esta navegação é bloqueada para brasileiros e liberada para americanos, que mesmo no exterior, navegam sem custo. A assinatura de blogs segue a mesma lógica, mas com a navegação da para usar de graça o Google Reader e outros… Logo, estou pagando os U$ 5 para assinar revistas e jornais como forma de deixar habilitado a navegação. Detalhe é que é possível comprar livros e outros conteúdos on-line ou no PC e depois transferir por USB. Com isso, se evita as taxas. Outro item que exige pagamento é quando se tem um arquivo PDF ou outro formato compatível e se quer ler no Kindle. A Amazon cria dois email: um seunome@kindle.com e o outro seunome@free.kindle.com. No primeiro, você envia um arquivo anexado e a Amazon converte e já envia para o Kindle, com um preço claro. No segundo, eles convertem sem custo e enviam de volta para você transferir via USB. O sistema de conversão funciona bem legal nos arquivos que experimentei.

Conforme eu comentei, o fato de estar on-line muda tudo em relação ao Sony. Poder ler Twitters, Blogs e textos de jornais que não estão no Kindle é uma experiência muito bacana. É uma alternativa ao iPhone ou laptop para quando se está com os olhos cansados ou na rua. Aliás, na luz do sol o display do Kindle é fantástico.

Assinei o jornal O Globo (único do Brasil até agora), NYT, PC Magazine (ok ainda não tem Macworld), MIT Tech Review, Time e Forbes. O mais bacana é que os conteúdos chegam direitinho todos os dias. Antes das 6 da manhã chega O Globo e ai pelas 9hs o NYT, todos os dias. As revistas vão chegando a medida que são publicadas. O bacana é que em qualquer lugar do mundo é possível continuar recebendo estes conteúdos, esse é o grande lance do Kindle. Agora, o ideal seria ter também uma conexão WiFi para não precisar pagar as taxas. Mas eu entendo a Amazon que pretende deixar o aparelho mais simples possível, e isso é o que se percebe.

A interface poderia ser melhor, mais intuitiva, mas uma vez acostumado tudo fica mais lógico. Demorei para perceber que no índice de jornais e revistas pode-se clicar no número de matérias ao lado de cada categoria para ter uma navegação pelas manchetes.

O conteúdo dos jornais e revistas poderiam ser mais ricos graficamente. São raras as fotos e infográficos. Isso tudo tem o intuito de deixar o arquivo mais leve e fácil de ser enviado pela rede wireless. Os jornais que vão chegando ficam bem destacados na home e os anteriores vão para uma pasta de antigos itens.

Outras duas funcionalidade que merecem destaques são a navegação pela Wikipedia e o dicionário (só em inglês). Qualquer palavra pode ser selecionada e aprofundada em um dos dois serviços. O dicionário poder ser usado off-line.

Vou continuar colocando impressões e observações a medida que vão surgindo com o uso, mas até agora a experiência é excelente e recomendo para todos. Quando tivermos mais jornais, revistas e livros em português e o custo dele no Brasil for menor a Amazon terá um vencedor nas mãos. Por falar em custo, ele chega aqui por algo em torno de R$ 900,00, com impostos e frete. Muita gente tem reclamado disso e apostado que não vai vender aqui. Mas se pensarmos bem, ele é bem menos do que um smartphone e para quem lê muito conteúdo importado, pode pagá-lo em pouco tempo…

Veja a galeria no Flickr

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11 2009