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Atualizações sobre o uso do iPad

Acho que está na hora de fazer mais um relato de uso do iPad depois quase dois meses de uso intenso.
Neste período, fiz mais uma viagem grande para o exterior e outras nacionais em que eu levei somente o iPad e deixei o MacBook Air em casa. Foi impressionante, de novo, o uso da bateria. Tanto na ida como na volta do exterior ele ainda tinha 50% da bateria depois de 24hs de vários tipos de uso. Ele é realmente muito mais prático para abrir toda a hora e fazer uma anotação, usar em pé na fila do vôo, no café e na cadeira apertada das nossas classes econômicas. Estou escrevendo agora confortavelmente da minha poltrona e vendo um mulher do outro lado toda contorsida para tentar usar um Laptop com mouse…
Usei nas apresentações e tirando alguns detalhes de animação de objetos no Keynote é tranquilo o uso. Para esta questão, pode-se usar transições animadas como eu já mencionei aqui.
Outra coisa que eu sentia falta era poder projetar sites na tela, agora tem diversas Apps que permitem isso. Optei pela WebProjector, que me pareceu mais flexivel, pois pode também mostrar docs e PDF. Quando se recebe um email com estes arquivos é possivel pedir para abrir no WebProjector.
Em resumo, o iPad está cada dia conseguindo substituir melhor o laptop com vantagens de portabilidade e manejo em diferentes situações.

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05 2010

iPad como Laptop

Estou escrevendo este post na cadeira de um avião no meu iPad usando a App do WordPress. Está completando praticamente um mês que estou usando o tablet e penso que é o momento certo para publicar mais algumas impressões, principalmente em relação ao uso dele como substituto de um laptop. Nas últimas semanas tenho usado o iPad na minha rotina normal de aulas, reuniões, navegação em casa e nesta viagem. O primeiro ponto que me libertou em relação ao meu MacBook Air é a bateria. Embora os novos Macbooks tenham um autonomia nominal de 10hs, o uso prático com wifi e muito processador diminui este número para menos da metade. O iPad aguenta um dia cheio que inclui apresentações ligadas ao projetor sem ver a tomada. Ele demora para carregar, um bom hábito é sempre plugar durante a noite para ter realmente 100% de gás no começo do dia.
Falando em apresentações, esta era uma das minhas maiores dúvidas e eu queria testar o uso nas minhas rotinas. Ele realmente importa muito bem as apresentações do Keynote feitas no Mac via iTunes, iWork.com ou email se não for muito grande. Nenhum dos métodos me permitiu importar um Keynote de 400mb cheio de vídeos. Depois de uma optimizada no conteúdo ele pode rodar sem problemas. Aliás, videos nas apresentações podem ser importados diretamente da galeria de fotos e rodam muito bem. No iPad, poucos efeitos nos slides não foram reproduzidos, uma boa quantidade de transições também estão lá. Além da importação, fiz uma apresentação toda no aparelho e foi uma tarefa bem agradável. Para a projeção, pode-se usar jm cabo de vídeo componente ou composto, como no iPhone, ou um adaptador VGA exclusivo do iPad. A qualidade da imagem é igual ao do Mac e o gasto da bateria extremamente razoável. Em 1h30min de aula ele foi de 100% para 83%. As minhas únicas reclamações são a falta de um controle remoto e a tela que fica no iPad poderia ter as informaçoes de tempo e próximo slide que o Keynote para o Mac possui. Em compensação, poder clicar ma tela e o projeto virar um ponteiro laser causa um impacto no audiência :-)
Fora isso, transitar arquivos era um problema que eu resolvi com a App Goodreader que custa U$0,99. Com ela, eu consigo agora acessar arquivos em servidores FTP, iDisk, dropbox e outros alem de receber arquivos .zip e descompactar, alias, ele compacta também.
Outro ponto de destaque, foi o uso do teclado bluetooth. Eu usei um ThinkOutside antigo e um da Apple. Os dois funcionaram na boa, mas o oficial aceita os atalhos, como brilho, volume, etc.
Como eu falei no review, o teclado interno é ótimo e estou escrevendo sem problema, como por exemplo, este texto. Mas o teclado externo pode ajudar a ganhar velocidade.
Resumindo, para 90% das minhas atividades diárias o iPad atende e ainda deixa tudo mais divertido.

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04 2010

Review do iPad


Bom, já estou com o iPad há mais de uma semana e com isso acho que já posso fazer uma avaliação mais precisa. Neste período, eu usei em viagem, no avião, em reuniões e ligado ao projetor

dando aula. Minha intenção desde o começo era substituir o meu MacBook AIR que já era leve, mas o iPad tem a metade do peso e quase o mesmo poder computacional.
Eu tinha escrito aqui na época do anúncio em janeiro que eu sempre sonhava com um bom tablet da Apple justamente porque este formato me parece mais natural em várias situações. Uma delas, ė em uma reunião onde todos estão em volta de uma mesa com os monitores dos laptops servindo como barreiras. O tablet está mais perto de um caderno e facilita o contato dos participantes. Além disso, para o uso nas apertadas cadeiras dos nossos aviões, quando se está em pé ou em cadeiras de teatros nos seminários são grandes usos para os tablets. No iPad, a capa proposta pela Apple é obrigatória e faz parte do produto. Ela permite que o tablet fique em um ângulo de 30• ou 90•, o primeiro é ideal para digitar no teclado interno e o segundo para ver vídeos ou usar o teclado Bluetooth. Por falar nisso, estou escrevendo este texto no iPad sem nenhum problema de velocidade em relação ao teclados convencionais, depois vou publicar usando a App já nativa para o iPad do WordPress. Não sei se precisarei levar um teclado extra no futuro. Ele ainda não está em português, o que me força a colocar os acentos manualmante apertando e segurando as teclas. Mas isso deve durar até o lançamento no país, depois ele fará a correção automática inserindo os acentos como o iPhone. O David Pogue comentou no review dele que não era possível digitar no teclado em modo do display em pé, mas não concordo.
Algumas pessoas reclamaram um pouco do peso, mas não é diferente de um livro capa dura. Já vi um filme inteiro segurando ele e não foi desconfortável. O design limpo sem muitos botões e cantos retos tornam o manuseio extremamente agradável, marca registrada de projetos da Apple. O peso vem para sustentar uma bateria excelente que dura realmente 10 horas, ou mais. Na minha viagem de volta usei durante dois dias inteiros em várias situações, não tente fazer isto com um laptop. Não precisar depender de tomadas é realmente algo libertador. Uma outra questão relativa a esta é o processador A4 desenvolvido pela Apple, além de eficaz e econômico o iPad não esquenta mesmo depois de um período longo de uso e na capa.

Ainda no hardware, o display com a tecnologia LED e IPS é realmente lindo. O ângulo de visão é perto de 90• e o contraste bem intenso. Claro, no sol o e-ink do Kindle é campeão para a leitura, mas acho que vai ser uma questão de escolha segundo o conforto de cada pessoa. O software Kindle para o iPad é bem mais completo em opções de leitura do que o iBook. O software da Amazon permite trocar o fundo e com isso o contraste com as letras. Os dois possuem um slide na App para controlar o brilho.

No software, o grande destaque é o Safari por ser muito rápido e preciso na renderização das páginas. Realmemte, o Flash faz mais falta aqui do que no iPhone, mas a briga da Apple já esta fazendo vários sites migrarem para HTML5. Vamos ver onde isso vai parar.
O mail também é quase igual do dos Macs desktop, eu gostaria de ver os mesmo filtros contudo.
O trio do iWork é muito bem implementado na nova interface touch. Fiquei surpreso que o Keynote aceita até vídeos, não senti falta de nenhuma função. Usando o adaptador VGA ele projeta a apresentação e coloca controles de transporte no visor. Se ficar apertando o dedo no display ele projeta um cursor imitando as canetas laser, muito legal a sacada. O sistema de importação e exportação via iTunes poderia ser mais claro. Mas dá para trocar arquivos via mail e o site iwork.com.

Algumas Apps de terceiros são surpreendentes e mostram toda uma nova linha de interface. A da BBC é totalmente customizável, inclusive com uma seção em português para o Brasil, e com um botão para escutar rádio enquanto se lê as notícias.
As Apps do iPhone funcionam perfeitamente, mas seria interessante se elas pudessem flutuar na tela em vez de ocupar um espaço pequeno em uma tela preta. Quando se aperta o botão 2x ela fica full screen, mas pixelizada… Acho que a Apple poderia fazer algo mais elegante aqui. Mas, como os desenvolvedores podem criar uma App universal com interfaces para iPhones e iPads a adaptação total é uma questão de tempo. Essas Apps são interessantes também porque não é preciso comprar duas vezes.

As Apps Mapas, YouTube, contatos e calendário foram redesenhadas para ocupar melhor o espaço extra. A agenda poderia deslocar compromissos com o dedo, pois para modificar é preciso clicar e alterar no menu de edição.

Não tive muito problema com WiFi como outros usuários comentaram, uma única vez ele não achou a minha rede N, só a G. Parece que há uma incompatibilidade com roteadores que transmitem nas duas frequencias. Na minha casa, tenho duas redes separadas. Nos pontos públicos não tive problema nem de conexão nem de sinal.

No geral, ele superou as minha já grandes expectativas. Como 90% do meu tempo eu estou navegando, checando email, fazendo apresentações no Keynote ou escrevendo um texto, acho que o iPad vai substituir o meu MacBook na maior parte do meu tempo móvel.
Acho que a maioria dos problemas apontados pelos críticos podem ser resolvidos, como a multi-tarefa que virá no OS 4. O iPhone tinha uma lista muito maior de limitações que foram sendo resolvidas com o tempo. O iPad me parece mais pronto, o que não me deixa desejando uma câmera para Skype, por exemplo. Mas antes de pensar no que ele poderia ter, prefiro procurar o que ele já tem e é realmente inovador. Esta categoria intermediária entre o smartphone e o laptop me parece relamente importante e além da mera substituição de livros, revistas e jornais. Como eu comecei o texto, o formato tablet como um todo me parece muito pertinente em várias situações e aproxima o uso de computadores de maneira mais natural para tarefas diárias. Continuo reportando aqui as minhas impressões de uso e quem quiser saber algo, concordar ou discordar eu terei o maior prazer de discutir nos comentários.

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04 2010

iPad – 2 dias

Estive hoje na loja da 5 avenida em NY e tudo parece estar sendo montado para o sábado. Desde carros de TV até as cercas para organizar as filas estão ali. Alguns blogs publicaram hoje que já tinha gente na fila mas eu não vi ninguém, ou talvez estavam perdidos na multidão.
Bom, no sábado 9hs NY e 10hs do Brasil vou reportar aqui e no Twitter tudo o que estará rolando na grande festa do lançamento do iPad.

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04 2010

iPad Week

Bom, falta uma semana para oficialmente o iPad chegar aos consumidores finais. Vou tentar fazer uma cobertura completa tanto aqui como no Twitter nos dias mais próximos ao lançamento, inclusive com relatos da minha batalha para conseguir um. Aguardem!

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03 2010

iPad

Eu estava esperando pelo menos 24hs depois do anúncio do iPad para me manifestar. O meu interesse era ver as reações das pessoas nas redes socais e na mídia tradicional. Me parece que foi um filme que eu já vi, e o David Pogue também.

Mas antes, queria começar dizendo que há muitos anos mesmo eu queria um tablet da Apple e sempre acreditei neste formato. Acho que a medida em que a vida digital começa a se complexificar temos que ter janelas, como fala o Pierre Levy, para o ciberspaço que possam preencher vários momentos do nosso cotidiano. Este posicionamento do tablet entre o smartphone e o laptop é visto por muitos como uma artificializaçāo marqueteira ou ainda como sinônimo de supérfluo. Mas qual a essência do tablet? Sempre me incomodou em reuniões ou nas salas de aula as pessoas escondidas atrás de uma tela de laptop, isso se da porque o laptop é um aparelho projetado para ser consumido individualmente, como o PC. O tablet me parece um device mais social, ele não esconde ninguém das conversações e não limita a interação com a informação para aprimorar, e não limitar, a troca de conhecimento. Além das salas de reunião e de aula, a sala de estar é o outro grande momento do tablet. Eu me lembro de uma coluna do Nicholas Negroponte na Wired de 1998 em que ele comentava como a instalaçāo de uma rede WiFi mudou a sua relaçāo com a família (ps: sim ele instalou uma rede antes de ser comercialmente disponível). Negroponte falava que antes ele ficava no escritório isolado da família, que via TV e lia livros e revistas na sala. Com WIFI, ele levou o laptop para a sala e conversava entre as navegações. Hoje, estou escrevendo este artigo no meu iPhone diretamente do sofá da sala enquanto a minha mulher navega no seu MacBook AIR. Bom, com o iPad a coisa seria ainda melhor.

Feita esta introdução, o filme que eu já vi e comentei no começo é dos que acham cool criticar o que não existe e esquecer o que está lá. Foi a mesma história com o iPhone: no começo ele não tinha câmera boa, não tinha copy and paste, não tinha muitos softwares e hoje… bom… esse pessoal tem um iPhone. Desde o lançamento, eu vi várias pessoal falarem que ele não tinha câmera para videoconferência, multitasking, teclado revolucionário. Mas olhem o que ele tem: é o primeiro tablet com interface para tablet, teclado externo (também via Bluetooth) e saída para monitor que acabam com Netbooks e até, em alguns casos, o laptop. Depois de dois anos com o MacBook AIR eu descobri que tem coisas nos computadores pessoais que já morreram, como o leitor de CD/DVD.

A minha única decepção, foi ele não ter uma tecnologia de display que não emitisse luz de fundo, como o Kindle. Isso não me permite aposentar prematuramente os e-readers atuais. Mas em compensação, jornais graficamente ricos como a demonstraçāo do NYT me faz adorar ainda mais os tablets.

Por fim, não tenho certeza que o iPad vai ser um sucesso como o iPhone, me parece que nem a Apple tem esta expectativa. Mas ele vai vender muito bem porque tem sentido, é a velha máxima do Steve Jobs: você acha que não precisava de um Tablet antes porque nenhum outro produto anterior tinha sido pensado desde o começo para ser um.

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01 2010