It is all about software!

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Bom, novo iPhone e rumores estancados por um bom tempo. Ao invés de ficarmos discutindo as novas features, que estão disponíveis no site oficial, vamos tentar pensar na estratégia mais ampla. O iPhone, e o iPod Touch, são aparelhos com um mínimo de botões, slots ou portas se comparamos com outros aparelhos no mercado. Ele é todo baseado no visor e na tecnologia multi touch que permite a criação de interfaces mais naturais. Sensores invisíveis estão trabalhando para que o software disponibilize a função certa intuitivamente.

Quando o iPhone 1.0 (hardware) saiu, as pessoas não ficavam muito em cima do que faltava, e sim da interface, na versão 3G a mesma coisa e agora parece que o 3Gs deu mais um passo. O software por sua vez passou  por todas as versões de aparelhos adicionando muitas funções. Em 2007, faltava 3G, em 2008 faltava uma câmera melhor e agora falta diversas coisas, mas a percepção pública não é bem essa. Isso se dá porque o iPhone é software e não hardware. O aparelho é somente uma desculpa para que o software ande. O próprio Steve Jobes falou em 2007 que se alguém está pensando realmente sério em software precisa fazer o seu o próprio hardware.

Como se explica que o lançamento do 3Gs em 2009 com uma câmera menor que os celulares mais simples de “todos” os concorrentes? A bússola digital que veio no Android ou o reconhecimento de voz que existe em diversos aparelhos há mais de 5 anos. Onde está a câmera da frente e o display de OLED?

Não me entendam mal, a qualidade do hardware é perfeitamente produzida e projetada. Talvez, justamente por isso a Apple demore para inovar nesta área, pois não quer um componente que não possa entrar no contexto do aparelho. Um módulo de câmera de 5 mp precisa de um bom tamanho de espessura.  O que eu quero dizer é que o hardware só faz sentido depois de o software dizer que precisa dele. É algo inverso do que a Nokia faz lançando milhares de aparelhos que confunde os consumidores ao tentar completar todos os nichos existentes.  O N97, que hoje está sendo lançando nos EUA hoje,  é um aparelho pensado do hardware para o software.

O avanço do iPhone como um todo é lento e gradual, mas pertinente. Por isso, a Apple não tem vários aparelhos hoje e sim uma plataforma móvel. A primeira que chegou a 1 bilhão de softwares instalados e que transforma pequenos desenvolvedores em milionários.  Tudo no iPhone é amplificado, mesmo quando a percepção não é quantitativa. O 3Gs é perfeito para este momento, porque ele tem duas bases que são fundamentais na experiência da mobilidade: a velocidade (da interface, rede e softwares em geral) e a bateria. São dois pequenos detalhes que devem proporcionar mais um ano de folga em relação aos concorrentes. Ai sim, termos a câmera maior, video conferência e OLED… Mas isso pouco importa, pense quem comprou o aparelho em 2007 e teve um novo celular em 2008 com a versão 2.0 e na semana que vem poderá ter ainda mais com o 3.0. O investimento mais do que valeu e isso só é possível se o software for mais importante que o hardware.

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Comments (

2

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  1. Nitrium

    Muito bom texto, acho que resume muito bem o conceito e pega um aspecto que não está sendo percebido de imediato. Thumbs up 🙂

  2. Rodrigo Schmitt de Andrade

    Poxa, excelente! O mais importante que vejo na Apple e destacou muito bem, é que o usuário do iPhone 1.0 não foi esquecido, semana que vem terá direito ao novo OS, algo que não ocorre com os concorrentes, pois se usar o Windows Mobile e a Microsoft lançar um novo OS, e ele tiver algo que realmente lhe fará diferença em uso, a solução é trocar o aparelho, pois o foco é vender celular. Isso me matava de raiva nos Smartphones que usei com Windows Mobile. Fora é claro a usabilidade para nerd. Abraços!