Review do Samsung Galaxy S e reflexões sobre a evolução do Android

Há mais de dois anos quando o sistema Android estava sendo incubado a minha curiosidade era enorme, eu coloquei uma versão beta no meu Nokia N800 e depois comprei o primeiro aparelho, o G1. Mas, além de alguns projetos ele nunca foi o meu principal aparelho. Agora, coloquei as mãos no recém chegado Samsung Galaxy S que é provavelmente o melhor Android até agora. A minha questão científica era enteder se realmente o ganho de mercado era resultado de uma melhoria real na plataforma.
Bom, em primeiro lugar há algo que precisa ser esclarecido. Os últimos números que saem sobre o avanço do Android em relação ao iOS e outros é muito localizado nos EUA. No resto do mundo, ele ainda não decolou fortemente, e, mesmo no mercado norte-americano penso que o grande problema é a AT&T, que é a única operadora do iPhoje lá, faz com que as pessoas não optem por plataformas, mas por redes. A Verizon e Sptint, com a T-Mobile correndo por fora, tem jogadodo todas as fichas em modelos como o Droid, da Motorola, e o HTC EVO 4G para atrair usuários de iPhone insatisfeitos, principiantes no mundo do smartphone e geeks que podem hackear o sistema baseado em Linux. A Apple deve quebrar a exclusividade da AT&T possivelmete com a T-Mobile, que também é GSM, e isso parece ser estratégico para o avanço do iOS.
Mas vamos ao Galaxy S, ele é o melhor Android do momento por alguns aspectos centrais: display Super Amoled de 4′, processador 1ghz A8 e câmera de 5mp capaz de prodizir vídeos HD 720p em 30fps.
Antes de entrar nos detalhes a questão é: porque a Samsung? É interessante perceber que a empresa sul-coreana não só comercializa os aparelhos como é a principal fornecedora de peças para o outros fabricantes. Vários componentes no iPhone são feitos por ela. A Apple usa memórias e o processador, que apesar de ser desenhado na California é construído pela Samsung. Então, esta empresa é uma das poucas no mundo que pode juntar várias peças que ainda não estão em outros aparelhos no seu próprio. É o caso do display, ele possui uma resolução de 800×480 e 4′ de tamanho. Isso dá uma densidade de pixels muito menor do que a do iPhone 4, mas tem outras vantagens. O diasplay de Amoled por não possuir uma luz por tráz sempre proporcionou um contraste da cor preta extremamente forte, muito perto do que vemos nas impressões de alta qualidade. Mas ele tinha dois problemas, um era a saturação de algumas cores que se mostravam muito vivas e o outro era a completa falta de operação na luz direta do sol. Esta foi uma das maiores reclamações do Google Nexus One que usa Amoled. Neste novo Super Amoled da Samsung isso é contornado e ambos os problemas foram solucionados, embora não completamente resolvidos. Antes era ótimo somente para o uso indoor, e agora é possivel trabalhar tranquilamente sob o sol. Estou realmente ansioso para colocar ele com o iPhone 4 para fazer uma comparação, mas acho que daqui para frente deve ser uma questão de gosto, como Plasma e LCD.
O processador, embora da mesma velocidade do Nexus One, é bem mais rápido e econômico. Li várias matérias que falam que é muito parecido com o A4 da Apple. No uso ele pareceu muito rápido mesmo. Páginas na Web rodam com uma rapiez impressionante. Senti algumas trancadas ao abrir algumas Apps como email, mas parece um problema no OS que deve ser corrigido, segundo reports em alguns fóruns. Mas estes lags me deixaram irritados nas duas semanas que eu usei o aparelho. Aqui, me parece um problema da plataforma, pois algumas aplicações são fundamentais, como o telefone. No iPhone tudo para quando se recebe uma chamada ou se realiza uma, no Android parece que a App de telefonia tem a mesma importância para o sistema do que uma App de terceiros. Não consegui atender algumas ligações, tive que esperar para fazer outras e liguei sem querer, ainda bem que para amigos como o Rodrigo Andrade.
Por este motivo, e por outros pequenos detalhes, deixei o Galaxy S estacionado e volto a testar quando sair o update 2.2 (froyo) que promete várias melhorias.
É uma pena, pois adorei o display e vi uma melhoria significativa nas Apps, embora ainda não podemos comprar, só baixar as gratuítas. Adoro também o sistema de notificações central que faz falta no iPhone. Mas no geral o melhor Android do momento não chega aos pés do iPhone 3GS, nem falo do 4. Mas me parece que os detalhes que eu vi não são necessariamente percebidos pelo consumidor e isso deve aumentar a concorrência, o que é bom. Outra coisa bacana no aparelho é que ele pode ser usado como base WiFi para outros aparelhos, como o iPad, se conectarem na rede 3G. Funciona super bem só que gasta muita bateria.
No Brasil, o Galaxy S deve chegar em um mês e com TV Digital, que apesar de ter uma antena retrô, me parece uma boa adição. Ele vai ser o primeiro aparelho no país que é topo de linha com TV Digital. O primeiro Android com a função também. Interessante também esta proposta da Samsung de personalizar o aparelho para diverentes mercados. Só nos EUA existe uma variação para cada operadora.
Vou atualizando o blog e o twitter com outras informações sobre o aparelho e a plataforma, qualquer dúvida é só falar.

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Comments (

2

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  1. Rodrigo Andrade

    Muito bom o review, e como conheci seu aparelho, realmente o preto é impressionante, e o OS me lembrou muito o Gnome do Linux, mas que excelente que está voltando a usar o teu iPhone, já estava preocupado em ficar com o Android. 🙂

  2. Ubimidia » Blog Archive » Review Nexus S

    […] começar este telefone é uma variação do Galaxy S, portanto, tudo o que eu escrevi sobre ele de certa forma se aplica ao Nexus […]